MATO GROSSO
Sesp entrega 448 câmeras para reforçar segurança no Centro Histórico de Cuiabá
MATO GROSSO
A Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) entregou 448 câmeras de segurança do programa do Vigia Mais MT para a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). Os equipamentos irão reforçar o monitoramento e trazer mais segurança aos lojistas e consumidores do Centro Histórico de Cuiabá.
Os comerciantes cadastrados pela CDL irão receber e se responsabilizar, por meio do convênio com a entidade, pela instalação e manutenção dos equipamentos fornecidos gratuitamente pela Sesp. Além das câmeras, a Sesp entregou nobreaks, switches e armários.

Na primeira etapa de entrega, as câmeras começaram a ser instaladas na região da Ponte Nova, Avenida Coronel Escolástico, Avenida Beira Rio e Fernando Corrêa. Agora, segundo o superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, essa nova entrega focará em pontos estratégicos visando reforçar a segurança na região dos estabelecimentos comerciais do Centro Histórico.
“Nosso objetivo é reduzir os índices criminais, e a CDL está colaborando ao levar câmeras para a região central de Cuiabá por meio desta parceria com a Sesp. Pontos estratégicos do Centro Histórico de Cuiabá serão ‘cercados’ por câmeras do programa Vigia Mais MT, e as imagens serão integradas ao Ciosp, permitindo acompanhamento em tempo real”, afirmou o delegado.
Criado pelo Governo do Estado, o Vigia Mais MT prevê a instalação de 15 mil câmeras nos 141 municípios mato-grossenses, com objetivo de fortalecer as ações de segurança por meio do monitoramento constante por videoconferência. Desde o início de sua implantação, em março deste ano, 120 municípios aderiram ao programa e cerca de 8 mil câmeras já foram entregues.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.