MATO GROSSO
Setasc capacita profissionais de 63 municípios de MT sobre Cadastro Único
MATO GROSSO
O curso tem quatro turmas, compostas por entrevistadores, operadores e coordenadores Municipais do Cadastro Único e Programa Bolsa Família.
O objetivo da capacitação é apresentar detalhadamente os conceitos e regras do sistema operacional do Cadastro Único aos profissionais que não participaram da capacitação em anos anteriores.
A gestão estadual de Mato Grosso apoia a ação com o trabalho de mobilização, inscrição e monitoramento do curso, para garantir um maior número de participantes e, assim, alcançar as metas propostas.
O sistema e a operacionalização da capacitação são de responsabilidade da Caixa Econômica e 100% custeadas pelo Ministério de Desenvolvimento de Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).![]()
Em contrapartida, a secretária adjunta de Assistência Social (Saas), Leicy Vitorio, ressaltou a importância da capacitação, visto que o CadÚnico é considerado “porta de entrada” a todos os benefícios e programas sociais, seja a nível federal, estadual ou municipal.
“A partir do momento que o CadÚnico é a ‘porta de entrada’ para os beneficiários, eles precisam ter esse cadastro sempre atualizado. Daí a necessidade da equipe técnica municipal do CAD/PBF ter o conhecimento de quais são as funcionalidades que o cadastro disponibiliza. Trazendo ao nível estadual, é por meio do CadÚnico que as famílias mato-grossenses podem ter o acesso ao Programa SER Família”, afirmou a secretária Leicy.
A capacitação do Sistema do Cadastro Único compõe as ações do Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do CadÚnico (PROCAD-SUAS). Isso porque a Setasc segue a Resolução CNAS/MDS n.º 96, publicada no Diário Oficial da União em 16 de fevereiro, que instituiu o PROCAD-SUAS com o objetivo de qualificar e fortalecer as ações de Gestão do Cadastro Único.![]()
A entrevistadora do CadÚnico no município de Nova Bandeirantes (989 km de Cuiabá), Thaís Rodrigues de Souza, pontuou que a iniciativa do Governo Estadual em realizar o treinamento é de suma importância, principalmente para os novos profissionais.
“Eu estou há três meses trabalhando como entrevistadora e ter esse momento de capacitação é excepcional. Às vezes, ficamos com dúvidas sobre alguma demanda e ter cursos como esse, traz o conhecimento para que possamos desenvolver o nosso trabalho”, disse.![]()
Para a profissional do município de Juína (737 km de Cuiabá), Kenia Guilherme Moreira, que trabalha há um ano como entrevistadora o treinamento também possibilita aos participantes serem multiplicadores nos municípios.
“Apesar de estar há um ano como entrevistadora é a primeira vez que participo do treinamento. Anteriormente, as outras profissionais que participaram compartilharam com equipe o conhecimento adquirido. Quem vem no treinamento, além de desenvolver o trabalho com maior propriedade, acaba se tornando multiplicador quando chega no município. O que eu tenho de conhecimento veio desse curso, por meio das minhas colegas e hoje, eu também posso fazer o mesmo assim que retornar”, declarou.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.