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Setasc capacita técnicos dos municípios para acompanhamento de beneficiados pelo Programa SER Família

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Um total de 215 técnicos da área da assistência social de 138 municípios mato-grossenses participam da capacitação para supervisão técnica em Acompanhamento Familiar na Perspectiva Colaborativa – Programa SER Família. A qualificação oferecida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) teve início nesta terça-feira (03.10) e termina nesta quarta-feira (04.10). Atualmente, 68 mil famílias são beneficiadas pelo programa, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes.

A secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), Juliane Maciel, afirmou que uma das condicionantes do Programa SER Família, iniciado em maio deste ano, é que os municípios apresentem trimestralmente um relatório de acompanhamento das famílias alcançadas pelo benefício.

“Esse relatório é importante para saber o que aconteceu com aquela família desde o dia da entrega do cartão até o findar dos três meses, se houve uma evolução ou não, se essa família saiu da vulnerabilidade ou arrumou trabalho. Basicamente o relatório é sobre isso”, explicou Juliane.

Setasc realiza capacitação técnica dos municípios para acompanhamento familiar do Programa SER Família.
Créditos: João Reis

Secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família da Seaf, Juliane Maciel, explicou critérios do programa

Ela contou ainda que, no início de setembro, os municípios enviaram os relatórios repassando as informações sobre as famílias, que algumas saíram da situação de vulnerabilidade e, com isso, deixaram o programa SER Família. Outras entraram para o programa, que são pessoas que chegaram recentemente no município, ou eram pessoas que ainda não tinham sido atingidas e passaram a fazer parte do programa.

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Juliane destacou ainda que na capacitação será trabalhado o entendimento dos agentes dos municípios sobre a importância do acompanhamento familiar.

“É preciso que eles tenham o olhar voltado para essas famílias de forma que elas comecem a se enxergar de outro jeito, não apenas como assistencialistas, que ficam recebendo transferência de renda, mas sim que elas comecem a se enxergar como indivíduos, como pessoas que podem sair dessa vulnerabilidade de alguma forma, seja como uma capacitação, de um trabalho informal ou formal. Isso é importante para que eles consigam trabalhar melhor esse público, porque senão a gente nunca vai tirar essas famílias de programas de transferência de renda. O coração do programa não é isso, é pegar o indivíduo e falar pra que ele é diferente e que ele pode”, completou a secretária adjunta.

A assistente social e responsável técnica pelo Centro Referência de Assistência Social (CRAS) do município de Poxoréu, a 250 km de Cuiabá, Clara Sol, falou sobre a importância do evento.

“É importante para o fortalecimento do trabalho das equipes de referência no acompanhamento com as famílias beneficiárias do Programa Ser Família. Entendo que seja de suma importância para a realização do trabalho na prática, pois hoje, através da contribuição dada pela Denise (palestrante) surgiram várias idéias que irão nos ajudar nesta seara que é a assistência social”, ressaltou.

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As palestras do primeiro dia ficaram a cargo de assistente social, pós-graduada em Família pela PUC-SP e mestre em Psicologia Forense pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Denise Kopp Zugman.

Os temas tratados por ela contextualizaram o trabalho social com as famílias; entendendo o contexto e as “particularidades” das famílias em situação de vulnerabilidade social; PAIF – objetivos e desafios; modelos tradicionais focados no déficit – diagnóstico ou retrato social?; repensando a “lente” com a qual olhamos para as famílias vulneráveis; abordagem colaborativa: um novo olhar, novas possibilidades; o “fazer” colaborativo para além da técnica; o olhar apreciativo e a escuta generosa; promovendo a aderência das famílias aos serviços e programas; o programa SER Família, PAIF e o Acompanhamento Familiar.

Setasc realiza capacitação técnica dos municípios para acompanhamento familiar do Programa SER Família.
Créditos: João Reis
Nesta quarta-feira (04.10), os trabalhos tiveram início às 8h, com a apresentação do relatório trimestral do Programa SER Família, pelas servidoras da Setasc Miranir Oliveira e Jennifer Nesnik.

Em seguida, será realizada uma mesa redonda com a colaboração de Denise Zugman, composta por servidoras da Setasc, que trabalham diretamente na Sappeaf: Patrícia Scharff, Marli Martins Gonçalves da Luz, Graciele Meira e Vânea Conceição da Costa.

Por fim, será apresentado o Pacto e o Comitê SER Família.

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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