MATO GROSSO
Sindicato participa de mesa técnica sobre superendividamento de servidores no TCE-MT
MATO GROSSO
O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário de Mato Grosso (Sintap-MT) participou, nesta segunda-feira (27), da primeira reunião para instalação da mesa técnica que discutirá o superendividamento dos servidores públicos estaduais. O encontro ocorreu no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e contou com a presença de deputados estaduais, representantes do Governo do Estado, Seplag, instituições bancárias, sindicatos e associações do funcionalismo público.
Durante a reunião, foram debatidas denúncias envolvendo a empresa Capital Consig, acusada de promover a “farra dos consignados”. De acordo com relatos, os contratos firmados com a empresa têm comprometido mais de 50% da remuneração de diversos servidores, gerando sérios impactos financeiros e sociais.
A presidente do Sintap-MT, Diany Dias, destacou a importância da iniciativa:
“Foi uma oportunidade essencial para dar início às tratativas que buscam uma solução justa e urgente. A empresa não tem agido conforme a legislação que rege o sistema financeiro”, afirmou.
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) denunciou práticas abusivas nos contratos oferecidos pela Capital Consig, apontando a falta de transparência e a possibilidade de operação irregular por parte da empresa, que estaria atuando sem autorização do Banco Central.
“Servidores foram vítimas de uma armadilha. Ninguém sabe onde fica a sede da empresa, nem quem são os donos. Há quase dois anos surgiram as primeiras denúncias, que não foram levadas a sério. É necessário investigar quem apresentou essa empresa aos servidores”, afirmou o parlamentar.
Santos também mencionou indícios de envolvimento de escritórios de advocacia de Mato Grosso e consultorias sediadas em São Paulo no esquema.
A mesa técnica seguirá com reuniões e análises para encontrar soluções que protejam os direitos dos servidores e restabeleçam o equilíbrio financeiro das famílias afetadas.
Além da presidente do SINTAP-MT, participaram da reunião a diretora dos Aposentados, Orenil de Andrade; o diretor de Políticas e Assuntos Socioeconômicos, Francisco Aurélio; e a diretora Financeira, Maria Fernanda, que participou de forma online.
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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