MATO GROSSO
Sine tem mais de 2,9 mil vagas de emprego disponíveis em MT
MATO GROSSO
O Sistema Nacional de Emprego (Sine), divulgou mais de 2,9 mil vagas de trabalho em Mato Grosso. Os cargos foram abertos em 30 municípios do estado, onde há unidades do Sine, para ampla concorrência e pessoa com deficiência (PCD).
O órgão ligado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc) também presta serviços de habilitação do seguro-desemprego e orientação para cadastro da Carteira de Trabalho digital.
As vagas são para os municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Taquari, Aripuanã, Barra Do Garças, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo Do Parecis, Campo Verde, Canarana, Colíder, Confresa, Diamantino, Guarantã Do Norte, Jaciara, Juara, Juscimeira, Lucas Do Rio Verde, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, São José do Rio Claro, Sapezal, Sinop, Sorriso e Tangará Da Serra .
Em Cuiabá e Várzea Grande são 254 oportunidades de emprego, para 95 áreas, entre elas motorista, supervisor comercial, pintor e pedreiro.
Das vagas disponíveis, 37 são para pessoa com deficiência (PCD). É preciso verificar na unidade a disponibilidade de vagas, que são ofertadas diariamente e manter o cadastro atualizado.
Em Sinop há disponibilidade de 318 vagas de trabalho nesta semana em 87 áreas diferentes para pedreiro, consultor de vendas, caixa de supermercado, fiscal de loja, motofretista, entre outros.
Na região metropolitana, o horário de atendimento dos Sines, localizados nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga, do CPA I e do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, é de 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Já no Ganha Tempo do shopping de Várzea Grande, o horário de funcionamento é de 10h às 18h.
MATO GROSSO
Especialista alerta para riscos do bloqueio indiscriminado de ativos em processos penais contra empresas
O bloqueio de ativos financeiros em investigações criminais envolvendo empresas deve ser tratado como medida excepcional e proporcional, sob pena de gerar efeitos econômicos e sociais irreversíveis. A avaliação é do advogado criminalista Lucas Sá, do escritório Sá Souza Advogados, que defende maior cautela do Judiciário na adoção desse tipo de medida cautelar, com respeito às garantias fundamentais e à presunção de inocência.
Segundo Lucas, o bloqueio de ativos não pode ser utilizado de forma automática ou baseado apenas na gravidade abstrata do crime investigado. Para o especialista, em um Estado Democrático de Direito, a constrição patrimonial só se justifica quando há elementos concretos que demonstrem risco real de dilapidação de patrimônio, ocultação de valores ou prejuízo à efetividade da aplicação da lei penal.
“O bloqueio de ativos é uma medida de exceção, não de rotina. Não basta a gravidade abstrata do crime ou a repercussão social do caso”, afirma. De acordo com o advogado, quando a decisão judicial não apresenta demonstração clara de urgência, não individualiza os valores bloqueados ou não estabelece vínculo direto entre os ativos e o fato investigado, a medida perde sua natureza cautelar.
Nessas situações, o bloqueio passa a assumir caráter punitivo, o que, segundo Sá, configura antecipação de pena. “Isso é incompatível com a presunção de inocência e com o devido processo legal”, destaca. Para ele, a função do processo penal é apurar responsabilidades de forma técnica e racional, e não impor sanções antes do trânsito em julgado.
O especialista chama atenção ainda para os impactos que o bloqueio indiscriminado de ativos empresariais pode gerar fora do processo judicial. De acordo com ele, a constrição patrimonial não atinge apenas a empresa investigada, mas se estende a uma ampla cadeia de terceiros que não têm qualquer relação com o suposto ilícito. “Funcionários deixam de receber salários, fornecedores não são pagos, contratos são rompidos e empresas economicamente viáveis podem ser levadas à insolvência”, explica.
Do ponto de vista jurídico, Lucas avalia que esse cenário representa uma punição indireta de pessoas que não são investigadas nem acusadas. Já sob a ótica social e econômica, os efeitos incluem desemprego, queda de arrecadação e enfraquecimento da atividade produtiva. “O Judiciário deveria considerar esses impactos de forma explícita, ponderando proporcionalidade, adequação e necessidade”, afirma.
Como alternativa, o advogado defende a adoção de medidas menos gravosas, capazes de preservar tanto a investigação criminal quanto a continuidade da atividade empresarial. Entre elas, cita o bloqueio parcial de valores, a constrição apenas de recursos diretamente vinculados ao suposto ilícito e a substituição por garantias reais.
“Essas alternativas são não apenas possíveis, mas desejáveis. O processo penal não pode ser instrumento de asfixia econômica nem de coerção indireta”, ressalta. Para Lucas Sá, a credibilidade do sistema de justiça está diretamente ligada à capacidade de investigar com firmeza sem abrir mão das garantias fundamentais. “Quando isso não acontece, perde a empresa, perdem os trabalhadores e, no fim, perde o próprio Estado”, conclui.
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