MATO GROSSO
Sistema de radiocomunicação digital é implantado em Água Boa
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) realizou, nesta segunda-feira (21.02), a entrega de 23 radiocomunicadores digitais para o município de Água Boa (736 km de Cuiabá). Esta já é a quarta etapa da implantação do projeto no Estado, que visa a modernização do sistema de comunicação, garantindo a integração e agilidade nos atendimentos à população.
A ferramenta garante mais segurança na troca de informações entre as forças de segurança, pois possui criptografia de ponta a ponta, evitando que a comunicação tenha interferências, ou seja, copiada por organizações criminosas.
Em Água Boa, serão contemplados com os rádios a Polícia Militar (PMMT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Sistema Penitenciário.
Atualmente, 70% do Estado já possui esta nova tecnologia, deixando o analógico e sendo implantando o digital que contribui e oferece maior segurança no trabalho do dia a dia das forças de segurança, com resultados na redução dos índices criminais.
O secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Juliano Chiroli, comemorou mais uma etapa da implantação do projeto no Estado e destacou a importância dos investimentos. “É uma tecnologia que garante mais eficiência, segurança, além de garantir um menor tempo de resposta no atendimento operacional, dessa forma, atendendo a sociedade com rapidez”, ressaltou.
O projeto de radiocomunicação é fruto do investimento da atual gestão na segurança pública e a expectativa é que até o mês de junho deste ano todo o Estado de Mato Grosso possa contar com esta tecnologia digital.
(Com supervisão de Julia Oviedo)


MATO GROSSO
Decisão do STJ obriga juízes do TJMT analisar essencialidade de grãos em RJ de produtores rurais

O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu provimento ao recurso especial interposto por produtores rurais, e reformou acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), obrigando os juízes a realizar novo julgamento sobre extraconcursalidade dos créditos e da essencialidade dos grãos no processo de recuperacional.
Os produtores entraram com recurso após o Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Rondonópolis deferir a recuperação judicial dos recorrentes, mas considerar que o crédito executado era de natureza extraconcursal, pois decorria de contrato de Barter com emissão de Cédula de Produto Rural (CPR), não se submetendo aos efeitos da recuperação. Porém, no julgamento, o Tribunal afastou a essencialidade dos grãos sem justificar as razões de tal medida.
Em sua decisão, o ministro destacou que o acórdão do TJMT se limitou a afirmar a extraconcursalidade do crédito com base na natureza da CPR, proveniente de contrato de Barter, porém, sem discorrer sobre a exceção prevista no artigo 11 da Lei 8.929/1994.
“Assim, não há elementos no acórdão que possam subsidiar, de forma concreta, a extraconcursalidade atribuída à CPR, muito menos a não essencialidade dos grãos para garantir o cumprimento do plano de recuperação”, diz trecho da decisão.
Operação Barter é uma operação financeira entre produtor rural e empresas de produtos utilizados no agronegócio, uma modalidade de crédito em que o pagamento ocorre de uma forma diferente do crédito convencional. Por meio de um acordo realizado antes da colheita, o produtor adquire insumos agrícolas e realiza o pagamento com os produtos que ele cultiva em sua lavoura. Isso quer dizer que não é preciso fazer o pagamento antecipado em dinheiro.
De acordo com o advogado do Grupo ERS e especialista em recuperação judicial, Allison Giuliano Franco e Sousa, a decisão traz mais segurança jurídica aos produtores rurais.
“Em um período em que os pedidos de recuperação judicial no campo crescem a cada novo levantamento divulgado, temos uma sinalização de um ministro do STJ que diz que o argumento dos produtores rurais para ficarem com os grãos, pois são bens essenciais para a manutenção da atividade é o suficiente. Com a decisão, o STJ obriga os juízes a se manifestarem sobre a essencialidade dos contratos de Barter, não podendo serem retirados imediatamente da recuperação judicial, isso traz mais segurança jurídica aos produtores”, explicou.
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