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Sorteio mensal do Nota MT beneficia 149 instituições de 50 municípios

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O sorteio mensal de abril do Programa Nota MT, coordenado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) e realizado na quinta-feira (12.05), beneficiará 149 entidades sociais de 50 municípios mato-grossenses, indicadas pelos 1.002 contribuintes ganhadores. Juntas, elas vão receber R$ 110 mil, correspondente a 20% da premiação distribuída aos consumidores.

As três instituições a receberem as maiores doações estão localizadas na Capital, sendo a mais indicada a Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC), contemplada com R$ 19.600, o equivalente a 20% de 177 prêmios. Em seguida, vem o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan-MT), com R$ 10.700, e Associação Beneficente Evangélica Mato-grossense (Abem), com R$ 3.200. 

No interior do Estado, a Santa Casa de Rondonópolis foi a instituição mais indicada, por 10 ganhadores, e receberá R$ 2.900,00, seguida pela Associação Protetora dos Animais do Município de Sinop (APAMS), favorecida com R$ 2.600,00, mesmo valor destinado ao Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, de Várzea Grande, sempre muito indicado nos sorteios do Nota MT.
 

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Atualmente, o programa possui 208 entidades cadastradas e já repassou a elas R$ 4,018 milhões.

Doe Sua Nota

O cidadão mato-grossense tem outra forma, disponível, de ajudar as entidades filantrópicas, mesmo não sendo sorteado. Com o “Doe Sua Nota”, qualquer pessoa pode fazer a doação simbólica da sua nota fiscal diretamente para a instituição escolhida.

Para fazer a doação, o consumidor deve solicitar a emissão da nota fiscal de suas compras, sem a identificação por CPF ou CNPJ. Em seguida, acessar o site ou o aplicativo do Nota MT, informar a chave do documento fiscal ou apontar a câmera do celular para o QR Code, selecionar a cidade e escolher a entidade social. Também é possível depositar o documento fiscal em uma das urnas colocadas à disposição pelas entidades sociais nos estabelecimentos comerciais.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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