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Superintendente de Vigilância em Saúde alerta adolescentes para o que se consome na internet

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O episódio desta quinta-feira (24.11) do podcast “Conecta Jovem” alerta sobre o que o adolescente tem consumindo na internet. Alessandra Moraes, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) explica que nos últimos anos o adolescente tem se isolado e procurado respostas errôneas para questões ligadas à saúde.

“Nesta fase, os pais deixam de ser referência. O adolescente não quer mais ser tratado como criança e acaba tendo contato com todo tipo de informação pelas redes sociais. Atenção jovens, saúde é coisa séria e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Pais, procurem conversar com os seus filhos, acompanhe-os em consultas com profissionais habilitados e os ajudem neste momento de dúvida e autoconhecimento”, recomendou.

A superintendente ainda falou sobre os programas do Governo do Estado que incentivam uma aproximação das políticas públicas à juventude. “Implantamos centros de testagens e aconselhamento e centros de saúde especializada. Além disso, estamos nas escolas. Temos trabalhos específicos para que o público jovem tenha o atendimento necessário e as salas de vacina continuem sendo o nosso carro forte. Em 2020, lançamos o Imuniza Mais MT para ampliar a vacinação no estado. Levamos nossos caminhões cheios de vacina e conhecimento ao encontro dos jovens”.

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O episódio também tratou sobre temas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis, depressão e obesidade na adolescência. “A nossa expectativa de vida aumenta a cada ano. Manter o hábito de práticas esportivas é um autocuidado que, além de fazer bem ao corpo, faz bem à mente”, finalizou Moraes.

Ouça o episódio do programa, comandado por Léo Oliveira e Katharina Yamashita, nas plataformas do Youtube e Spotify do Governo.

Fonte: GOV MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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