MATO GROSSO
TCE-MT investe em estruturação e tecnologia para subsidiar avanço da administração pública do estado
MATO GROSSO
Com uma visão de longo alcance, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, ampliou o conceito de controle externo e subsidiou o avanço da administração pública. Mas, para garantir este resultado, também precisou manter os olhos atentos à instituição, fortalecendo as bases para um trabalho que alcançou milhares de mato-grossenses. Assim, em 2022/2023 aprimorou a fiscalização, capacitou o corpo técnico e investiu em estruturação e tecnologia.
Exemplo disso é a criação e efetiva implementação do Código do Processo de Controle Externo no âmbito da Corte de Contas. Pioneiro no Brasil, o instrumento teve sua operacionalização iniciada em maio e entrou em vigor em agosto. “Agora, todos os processos referentes ao controle externo estadual estão sendo apreciados à luz do Código. Não existe a possibilidade de um processo ser conduzido de acordo com convicções, há mais retidão nos procedimentos”, destacou Novelli.
A ferramenta, que dispõe de legislação específica para os processos de contas, foi aprovada pela Assembleia Legislativa, sancionada pelo Governo do Estado e oficialmente lançada durante o Seminário “Eficácia das Decisões dos Tribunais de Contas”. O evento reuniu, no TCE-MT, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo da Fonseca e do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, dentre outros importantes nomes do setor.
“O Código assegura o devido processo legal, melhorando as decisões e o cumprimento da nossa missão institucional. Esta é uma forma de levar aos gestores a confiança no trabalho do Tribunal de Contas, reforçando nossa parceria, principalmente, com os municípios, por isso este passo foi tão importante”, avaliou o presidente.
Neste sentido de cooperação, a partir de uma visão de descentralização, foram criadas as Comissões Permanentes do TCE-MT, que vêm subsidiando o desenvolvimento do estado com atuação em diversos setores. A atuação é focada em boas práticas, levantamentos e mapeamento de gargalos em setores específicos, tendo resultado na emissão de notas recomendatórias, auditorias e orientação aos gestores.
Todos estes princípios estão incluídos na Resolução Normativa 6/2023, que regulamenta as Comissões Permanentes de Normas, Jurisprudência e Consensualismo, de Meio Ambiente e Sustentabilidade, de Saúde e Assistência Social, de Educação e Cultura, de Segurança Pública, de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento e de Infraestrutura, Tecnologia e Desestatização.
Esforços assim, fazem do TCE-MT uma das cortes mais modernas do país e mantêm as certificações internacionais ISO 9001:2015 e ISO 50001, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Renovadas neste ano, as certificações consideram o Sistema de Gestão de Energia (SGE), o Gerenciamento de Prazos e Sistematização das Atividades (SGP), o Controle da qualidade das informações inseridas no Sistema Geo-Obras, o Diário Oficial de Contas (DOC), o Plenário Virtual (PV), o Sistema de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (SPE), a Auditoria Informatizada e o Radar de Controle Público.
Este último, ganhou importantes incrementos no biênio: o lançamento do módulo Saúde, em março, e a inclusão de índices sobre a primeira infância, em julho. Em outubro, foi adicionado o painel “Imuniza”, com dados sobre a cobertura vacinal. Também houve novidades no Radar Educação, que recentemente apontou déficit de 14.883 vagas em creches em Mato Grosso, o que resultou na mobilização de diversas instituições em busca de soluções. “É um instrumento muito útil para que agentes políticos e a própria população conheçam a realidade do setor, comparando índices e propondo soluções”, pontuou Novelli.
O presidente lembrou ainda que o TCE-MT foi o primeiro órgão público do país a obter o selo ISO 9001, em 2012, durante sua primeira gestão. “Isso nos dá a certeza de que as estratégias estão nos levando ao nosso principal objetivo: melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.”
Valorização do servidor e estruturação
| Foto: Tony Ribeiro |
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| Novo Auditório Conselheiro Lenine de Campos Póvoas. |
Entre os avanços institucionais constatados nestes dois anos, é preciso mencionar a capacitação, a valorização profissional, que incluiu ações voltadas à saúde e bem-estar, e a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA), concedida aos servidores efetivos e comissionados. Além disso, em 2022 foi publicada portaria que autorizou a qualificação profissional em nível de pós-graduação stricto sensu e lato sensu.
No mesmo ano, o presidente criou a “Medalha de Mérito Auditor Público Externo Engenheiro José de Paula Ramos”, que homenageia aqueles que contribuíram com o engrandecimento da Corte de Contas.
Vale destacar ainda a melhoria estrutural, como da Escola Superior de Contas, que foi inteiramente revitalizada. Os trabalhos, entregues em março de 2023, resultaram na completa reformulação do Auditório Conselheiro Lenine de Campos Póvoas, na instalação do novo Memorial Rosário Congro, na adequação da acessibilidade, em nova iluminação com placas de LED, salas de videoconferência, instalação de um miniauditório, bem como na reforma do laboratório de informática e dos banheiros.
No espaço, foi implantado ainda o Laboratório de Inovação, proposta do presidente que tem em vista a transformação tecnológica e o fomento à cultura do empreendedorismo e da colaboração. “É um ambiente reflexivo e colaborativo, onde serão exploradas ideias, conceitos e metodologias que resultarão no aperfeiçoamento das atividades do controle externo”, avaliou José Carlos Novelli.
Obras de modernização também estão em andamento no complexo que abriga o prédio administrativo do TCE-MT e o Ministério Público de Contas (MPC), algumas já concluídas, como do Espaço Cultural Liu Arruda. O trabalho vem sendo executado com recursos próprios, provenientes da redução de custos de convênios firmados pelo órgão.
Em 2023, o Tribunal também iniciou a implantação da usina fotovoltaica. As placas solares abastecerão a unidade consumidora (UC) vinculada ao prédio administrativo e ao MPC. “A mudança é importante porque proporciona a utilização de energia limpa e renovável, que não causa impacto ao meio ambiente. Esta é uma ação que deve ser observada não só pelo retorno do investimento, mas também como uma aliada na manutenção e melhoria dos aspectos auditados pela ISO 50001. Todas essas melhorias que estamos promovendo são importantes, pois asseguram a infraestrutura necessária para a prestação dos serviços”, conclui Novelli.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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