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Unidades especializadas da SES realizam 1,9 mil atendimentos no interior do Estado em quatro meses

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Em quatro meses, o projeto Ir Para Incluir, idealizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), realizou 1,9 mil atendimentos nos municípios de Juína, Juara, Sinop, Sorriso e Nova Mutum. Entre os serviços ofertados estão doação de sangue, entrega de órtese e prótese e cadeiras de rodas, capacitação, consultas e exames médicos.

Os atendimentos foram realizados pelas unidades especializadas geridas pela SES: o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), o MT Hemocentro e o Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac).

“Por meio deste projeto nós conseguimos chegar até o usuário do Sistema Único de Saúde do interior do Estado para incluí-lo e promover acesso aos nossos serviços especializados. O trabalho itinerante é feito com eficiência, visando atender as necessidades destes pacientes sem que eles precisem se deslocar até Cuiabá”, diz o secretário Estadual de Saúde, Juliano Melo.

De janeiro a abril de 2023, o Cridac percorreu os cinco municípios do interior do Estado e entregou 43 cadeiras de banho, 18 muletas axilar, 13 cadeiras de rodas, 6 próteses mamárias, 11 cadeiras de rodas para tetraplégicos, 5 botas ortopédicas, 5 órteses, entre outros materiais. Durante a ação, também houve avaliação de pacientes e abertura de processo para concessão de próteses e órteses. No total, a unidade de saúde realizou 633 atendimentos.

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O MT Hemocentro alcançou 717 doadores voluntários de sangue e realizou o cadastro de 348 doadores de medula óssea. Já o Cermac capacitou 196 profissionais para atendimento em hanseníase nas Unidades Básicas de Saúde dos cinco municípios e avaliou 101 pacientes com suspeita da doença.

De acordo com o secretário adjunto de Unidades Especializadas, Luiz Antônio Ferreira, o projeto deve percorrer nos próximos dias todos os municípios que sediam os Escritórios Regionais de Saúde da SES. “Temos 16 Escritórios Regionais. Vamos levar o Ir para Incluir em cada um deles para atender as demandas dos municípios de abrangência dos escritórios. O objetivo é não deixar nenhum paciente sem assistência especializada”, diz o gestor.

Os 16 escritórios regionais estão localizados em Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Juína, Porto Alegre do Norte, Sinop, Tangará da Serra, Diamantino, Alta Floresta, Juara, Peixoto de Azevedo, Água Boa, Pontes e Lacerda, Colíder, São Félix do Araguaia.

Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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