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Vereadores participam de ato que pede renúncia do prefeito Emanuel Pinheiro

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POR CUIABANO NEWS

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) e outros vereadores participaram, nesta segunda-feira (03), do movimento “Ato de Amor Por Cuiabá”, que pede a renúncia do prefeito Emanuel Pinheiro, ao comando da Prefeitura de Cuiabá. O ato foi realizado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e contou com a participação do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), e vereadores Fellipe Corrêa e Doutor Luiz Fernando.

“A situação caótica em diversas áreas da administração é reflexo de tudo o que estamos acompanhando. Chegou à hora do prefeito reconhecer que ele faliu e que a gestão dele está no fundo do poço. Cuiabá está sufocada e eu como vereadora, e como cuiabana, vejo que hoje temos a pior Cuiabá da história”, afirmou Maysa Leão.

O movimento acontece na semana em que antecede o aniversário de Cuiabá, celebrado no dia 8 de abril, e destaca os inúmeros problemas registrados durante a atual gestão, como falta de atendimento nos leitos de UTIs infantis, afastamento de secretários, intervenção na saúde, suspensão do serviço de Cuidadoras de Alunos com Deficiência (CADs), por parte da Prefeitura de Cuiabá, entre outros.

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“A gente ouve muito da base que o prefeito não pode pagar por seus secretários afastados e não pode pagar pelas operações policiais. Então, já que o Emanuel não pode pagar, porque ama tanto Cuiabá, chegou à hora dele reconhecer que não dá mais para permanecer no cargo. Quando a gente percebe que as pessoas não estão morrendo somente em hospitais, mas que estão morrendo por acidentes causados por buracos nas ruas – quando chega nesse ponto, a situação já passou de grave”, concluiu.

Para reforçar o ato, foi disponibilizado um site para que a população participe de um abaixo assinado. A página Renuncia Emanuel pode ser acessada através do link:https://www.renunciaemanuel.com.br/

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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