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“Vigilância precisava ser interditada pela própria Vigilância”, brinca Mendes ao entregar prédio modernizado

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) brincou durante a entrega do prédio reformado da Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado, em Cuiabá, que antes da modernização o equipamento precisava “ser interditado pela própria Vigilância Sanitária”. A unidade recebeu aporte de R$ 10,4 milhões e integra a “segunda onda” de projetos de reestrutução de prédios com investimentos do Executivo.

“Nós estamos conseguindo fazer uma verdadeira transformação dos nossos equipamentos de saúde. Todos os equipamentos de saúde no estado de Mato Grosso ou já passaram por intervenção ou estão sob intervenção de alta qualidade. Não conheci a Vigilância Sanitária onde vocês trabalharam, mas, aqui, temos muito servidores que sabem muito bem o que estamos falando e ouvi aqui que a Vigilância precisava ser interditada, muitas vezes, pela própria Vigilancia Sanitária”, ironizou Mauro Mendes, nesta terça-feira (22).

O gestor público destacou que a modernização possibilitará um ambiente de trabalho adequado aos 160 servidores que atuam na área da Vigilância do Estado. Ainda segundo Mauro Mendes, nos próximos meses, começa a funcionar, na unidade, um sistema de monitoramento das 132 unidades sob tutela da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que disponibilizará de forma online dados sobre cirurgias, leitos de enfermaria e UTI.

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Christiano Antonucci/Secom-MT

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Prédio da Superintendência de Vigilância em Saúde passou por reforma e modernização

Mendes também reiterou seu compromisso de entregar, no primeiro semestre de 2024, as obras do Hospital Central de Alta Complexidade que, segundo ele, terão padrão similar ao Albert Einstein e Sírio Libanês de São Paulo.

“A encomenda que fizemos para a equipe e, tenho certeza que vamos conseguir entregar isso, é que aquele hospital vai estar na estrutura do padrão Einstein e Sírio. Vai ser um dos melhores hospitais do Brasil”, prospectou o governador.

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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