MATO GROSSO
Forças de segurança apreendem 47 celulares e autuam 3 presos por tráfico de drogas em operação na PCE
MATO GROSSO
Cerca de 300 policiais civis, militares e penais, além de agentes da Politec, Ciopaer e da Rotam atuaram na operação.
As equipes das forças de segurança de Mato Grosso apreenderam 47 celulares e porções de droga durante a Operação Raio Limpo, deflagrada nesta quarta-feira (09.10), na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Além das apreensões, três presos, que ocupam celas individuais no Raio 8, foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.
Durante as buscas, também foi localizado apetrechos improvisados, como antena para telefone móvel.
“A operação vai contribuir para impactar diretamente na comunicação do crime organizado com quem está do lado de fora dos muros carcerários. Nosso empenho é para tolerância zero contra o crime e para manutenção da segurança para a população”, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri.
A operação foi deflagrada às 6 horas da manhã e se estendeu até o início da tarde. Cerca de 300 agentes das forças de segurança atuaram na ação. Participaram policiais civis, militares e penais, além de equipes de unidades especializadas do Ciopaer, Rotam e GOE e agentes da Politec.
Roveri explicou que os três flagrantes estão sendo informados ao Poder Judiciário para responsabilização dos envolvidos. Todos os celulares vão passar por perícia na Politec, que irá apontar as medidas legais a serem adotadas. As drogas foram apreendidas.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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