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CUIABÁ

INVADIRAM GARAGEM

Ladrões furtam 5 carros de alto padrão; PM prende quadrilha

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MATO GROSSO

Uma quadrilha invadiu e furtou cinco veículos de alto valor de um lava-jato na noite desta segunda-feira (11) no Bairro Cidade Alta, em Cuiabá. Cinco deles já foram presos pela Polícia, que não sabe ao certo quantos integram a quadrilha.

Os modelos furtados são um Jeep Renagade, uma Toyota Corolla, um Mercedes-Benz e dois Honda Civic. Os preços dos modelos variam, sendo o mais barato custando em torno de R$ 140 mil .

A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h30 e recebeu a informação que os ladrões fugiram na direção da BR-070, que liga Cuiabá a Cáceres.

Um dos veículos, o Jeep Renegade, foi abandonado e encontrado nas margens da BR, a cerca de 20 km do Trevo do Lagarto. A Polícia Rodoviária Federal apreendeu também um veículo Fiat Uno, roubado pelos bandidos durante a fuga e abandonado nas margens da rodovia.

Ainda na procura dos criminosos com os veículos, os policiais flagraram o Corolla saindo de uma propriedade rural no município de Nossa Senhora do Livramento e retornando no sentido a Cuiabá.

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O carro tinha cinco ocupantes e o motorista não obedeceu a ordem de parada, furando um bloqueio policial em alta velocidade e colocando em risco a vida dos policiais.

Os criminosos seguiram parta a Rodovia dos Imigrantes e entraram um bairro vizinho, onde o pneu do carro estourou em um buraco da via, que não era pavimentada.

Os criminosos abandonaram o veículo e seguiram em fuga a pé para uma autoelétrica do bairro. Lá, os policiais fizeram um cerco e prenderam quatro dos cinco ocupantes do veículo. O quinto foi encontrado em um terreno baldio ao lado.

Com os ladrões foram encontrados uma mochila cheia de objetos, um revólver, munições e um aparelho celular. Todos confessaram participação no crime e disseram que os outros veículos foram entregues a outros comparsas, que fugiram.

Até o momento, eles não foram localizados. Os suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes e os policiais seguem na investigação.

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MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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