POLÍCIA
Polícia Civil cumpre buscas e apreende R$ 28 mil em casa de alvo investigado por roubo de carreta e carga de soja
POLÍCIA
Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT
Policiais civis cumpriram nesta quarta-feira (02.02), em Cuiabá, um mandado de busca e apreensão domiciliar de um alvo investigado em um inquérito que apura o roubo de um carreta e da carga de 46 toneladas de soja, ocorrido em Rosário Oeste. Na casa, localizada no Jardim Industriário 2, foram apreendidos R$ 28 mil.
A ação de cumprimento do mandado foi efetuada pela equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em apoio à Delegacia de Rosário Oeste, que instaurou inquérito parar apurar o crime de roubo majorado pelo concurso de pessoas, restrição à liberdade da vítima e com uso de arma de fogo, ocorrido no final de novembro do ano passado.
Roubo
Após conseguir sair do cativeiro em que foi mantido pelos criminosos, o motorista procurou uma unidade policial. Ele declarou que seguia pela rodovia e próximo ao Distrito de Bauxi, por volta das 18h, fez uma parada em um restaurante e depois seguiu o trajeto. Ao chegar próximo à entrada de uma mineradora, o veículo, modelo Volvo FH500 apresentou problema e ao descer para verificar, uma pessoa lhe abordou com uma arma de fogo e o empurrou para dentro da carreta e o mandou cobrir a cabeça.
Em seguida, entraram outros suspeitos no veículo e depois o motorista teva as mãos atadas com uma braçadeira. Um dos suspeitos passou a conversar, usando um rádio transmissor, com outra pessoa que ao saber o modelo do caminhão, disse que este servia. Os criminosos andaram por quase vinte quilômetros, pararam e desceram a vítima do veículo, e o colocaram em um carro,andando com ele por quarenta minutos.
Em um determinado ponto do matagal, o grupo criminoso, que a todo momento mantinha uma arma apontada para a vítima, mandou que o motorista sentasse, local onde permaneceu até a tarde do dia seguinte. Por volta das 16h do dia 27 de novembro, um dos criminosos falou por rádio com alguém que deu a ordem para libertar o motorista. Após, a vítima foi levada para dentro da mata, teve a cabeça descoberta e um dos assaltantes ordenou que ela andasse e não olhasse para trás.
A vítima andou até encontrar uma estrada de chão e depois saiu na BR- 364, próximo da zona urbana de Rosário Oeste, e buscou ajuda com a concessionária da rodovia, que o encaminhou à polícia.
Recuperação dos veículos
O dolly (reboque da carreta) foi localizado em Várzea Grande e os semirreboques da carreta foram localizados no início de dezembro, no bairro Jardim Industriário, ao lado de um pátio do Detran.
Já os conjuntos de pneus foram apreendidos no interior de uma borracharia nas proximidades e o proprietário do local foi preso em flagrante por receptação. Em interrogatório, o dono da borracharia declarou que no dia 27 de novembro recebeu ligação de um amigo pedindo que fizesse a retirada dos 17 conjuntos de pneus e rodas de uma carreta, que estava estacionada em um terrenos nas proximidades, e depois uma pessoa iria buscá-los. Posteriormente, o dono da carreta recebeu uma ligação informando sobre o veículo e na oficina, ele reconheceu os pneus.
As investigações prosseguem para chegar aos envolvidos no roubo da carreta e da carga de 46 toneladas de soja transportadas. Um dos suspeitos identificados pela Polícia Civil e alvo do mandado de busca tem diversas passagens policiais.
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.
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