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OPERAÇÃO AMAZÔNIA

Sema e PM apreendem seis máquinas e correntões em operação contra desmatamento ilegal

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) em parceria com o 5º Comando Regional da Polícia Militar, apreenderam quatro tratores de pneu, dois tratores esteira e três correntões utilizados para desmatamento ilegal no bioma Cerrado. A fiscalização ambiental aconteceu entre os dias 21 e 25 de agosto, nos municípios de Araguaiana e Cocalinho.

A ação faz parte da Operação Amazônia, e foi coordenada pela Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) Barra do Garças. Foram fiscalizados 13 alertas de desmatamento ilegal por imagens de satélite de alta resolução, que apontam o local exato onde há mudança de vegetação em todo o estado.

Fiscais identificaram o uso de “link” para desmatamento rápido, que é uma versão do correntão, que faz a limpeza rápida da área com o arraste por tratores. O link é feito com o aproveitamento de uma corrente descartada de tratores, mais pesada e resistente que o correntão tradicional.

Foram apreendidos um correntão de 80 metros, e dois correntões feitos com link, um de 65 metros e um de 10 metros. Também foram apreendidas duas grades/arados e três motosserras. A apreensão dos equipamentos e máquinas serve para impedir a continuidade do dano ambiental nas áreas protegidas. As multas e embargos serão lavrados pelos técnicos posteriormente.  Operação Amazônia

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Desde março deste ano, o Governo de Mato Grosso realiza a Operação Amazônia contra crimes ambientais, com equipes em campo e de monitoramento remoto por imagens de satélite de alta resolução para responsabilizar os infratores.

Quem se deparar com um crime ambiental deve denunciar por meio dos contatos: da Polícia Militar (190), ouvidoria da Sema (0800 065 3838) ou pelo novo WhatsApp para denúncias (65) 98153-0255.

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MATO GROSSO

Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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