BRT EM CUIABÁ
Botelho critica defensores do VLT: “Modal já foi enterrado”
MATO GROSSO
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), criticou a insistência de defensores do VLT (Veículo Leve sob Trilhos). Segundo ele, o modal já foi “enterrado” e agora é preciso defender a conclusão das obras do BRT (ônibus de trãnsito rápido).
“Não adianta ficar discutindo nome de alguém que já foi enterrado, que já morreu. Então, não adianta insistir no VLT”, afirmou ele em conversa com a imprensa, nesta semana.
“O VLT já não existe mais, já fizeram outra estrutura para o BRT”, acrescentou.
Apesar de Botelho não citar nomes, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) é quem constantemente tenta barrar o novo modal e já afirmou que quer aplicar o VLT apenas na Capital.
O gestor também entrou em conflito com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Oliveria, ao criticar o plano de implantação do BRT, dizendo que iria proibir o modal escolhido pelo Estado.
Botelho lembrou que a antiga estrutura do VLT, que estava abandonada há anos, já nem existe mais na Capital.
O deputado ainda reforçou o compromisso com a população cuiabana, que por muito tempo esperou uma melhoria no transporte público e agora poderá receber com o BRT.
“Já está consolidado, voltar o VLT hoje não tem jeito, já mudou tudo, acabou essa discussão”, disse.
“E se acabou tem que entregar algo para a população. Se é o BRT, então vamos fazer de uma forma que crie menor impacto e gere maior atendimento à população”, completou.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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