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DECLARAÇÃO

‘É determinação do presidente Lula que não larguemos a mão dos produtores’, diz Fávaro

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MATO GROSSO

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, reafirmou o compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o setor cerealista em congresso realizado em Foz do Iguaçu (PR), nesta quinta-feira (19).

“É determinação do presidente Lula que não larguemos a mão dos produtores”, disse Fávaro. “Se tem dificuldade climática, se tem dificuldade de preços, estamos juntos para apoiar os nossos produtores.”

O ministro citou o decreto publicado pelo governo para apoiar a comercialização de trigo, com um aporte de R$ 400 milhões.

Ele também falou sobre a linha de financiamento em dólar para crédito rural, que permite investimentos em custeio, inovação, maquinário e comercialização.

“Não tem limite que não seja disponível para essa linha de crédito, porque é uma linha de captação internacional”, afirmou Fávaro.

Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) realiza o evento com o objetivo de fomentar discussões construtivas para o setor cerealista e para o agronegócio nacional, contando com a participação de representantes públicos e entidades do agronegócio nacional.

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Durante os dois dias de congresso, a organização realizará palestras e debates sobre armazenagem, crédito, sustentabilidade e reforma tributária, dentre outros temas importantes para o setor cerealista e para a cadeia produtiva.

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MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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