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Em audiência pública, Maluf apresenta propostas para efetividade de políticas públicas para pessoas com deficiência
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Em audiência pública proposta pela Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) em parceria com a Assembleia Legislativa (ALMT), foram debatidos caminhos para a implementação efetiva de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. O encontro foi realizado na tarde desta segunda-feira (6) no Plenário das Deliberações deputado Renê Barbour.
Presidente da Comissão de Saúde do TCE-MT, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf propôs, na ocasião, a ampla divulgação das legislações vigentes acerca dos direitos das pessoas com deficiência, bem como a realização de um cadastro único para assegurar que as políticas públicas realmente atendam as necessidades das mais de 300 mil pessoas que possuem algum tipo de deficiência no estado.
“Sugiro também que todos os municípios apresentem os fundos disponíveis e seus conselhos para que os recursos sejam direcionados dentro dos ditames legais e o Tribunal de Contas possa acompanhar. Vamos propor também a inclusão da rede de habilitação do estado no nosso Plano Anual de Fiscalização, que está totalmente sucateada”, declarou o conselheiro.
Na oportunidade, Maluf também apresentou projetos de lei voltados às pessoas com deficiência que propôs quando atuava como deputado estadual, que viraram lei, mas nunca saíram do papel. “Precisamos fazer com que essas leis cheguem à sociedade. Por exemplo, a que classifica o portador visual monocular como pessoa com deficiência, a obrigatoriedade da reserva de lugares em estabelecimentos que disponham de praça de alimentação e a implantação de academia popular ao ar livre, com aparelhos adequados a esse público.”
Autora do requerimento para realização da audiência pública, que foi presidida pelo deputado Silvano Amaral, a deputada Janaina Riva reforçou que foi feito um levantamento das leis existentes e que a maioria não funciona. “Nós temos várias boas legislações, mas elas não são aplicadas e a maioria dessas legislações surgiu dessa representatividade de cada um de vocês, das associações, dos institutos e de audiências públicas como esta. Vamos fazer um requerimento ao governo do estado pedindo explicações do porquê essas legislações não estão sendo implementadas.”
O presidente do Instituto dos Cegos de Mato Grosso, Udeilson César de Arruda, destacou a importância do debate. “Precisamos garantir o direito de ir e vir, vagas no mercado de trabalho, além de acessibilidade. Hoje é praticamente impossível caminhar pelas ruas de Cuiabá, imagina no interior. Discutir políticas públicas na Assembleia Legislativa junto com o Tribunal de Contas é um importante passo para que as leis saiam do papel e de fato contemplem as necessidades desse público.”
Cadeirante após sequelas da paralisia infantil (poliomielite), Taís Augusta de Paula, superintendente estadual de Pessoas com Deficiência de Mato Grosso, já visitou diversos municípios do estado para ouvir as principais demandas desse público. Para ela, as necessidades de pessoas com deficiência vão além de uma cadeira de rodas.
“As demandas são grandes, precisamos de eficiência na área da saúde, educação, de esporte e lazer, aparelho auditivo e qualificação de profissionais capacitados para atender crianças autistas nas escolas públicas. Necessitamos atualizar as políticas públicas, legislações, mas que de fato saiam do papel e cheguem às instituições que ajudam pessoas com deficiências. Queremos fazer um censo específico e quantitativo para que a gente possa saber e entender quais as demandas dessas pessoas e ter dados concretos”, enfatizou Tais.
A vereadora por Cuiabá Maísa Leão fez questão de contar sua história. “Para representar esse público é preciso ouvir e, para entender, é preciso sentir a dor do outro. Sou mãe de autista, meu filho não precisa do Sistema Único de Saúde e demorou cinco anos para fechar um diagnóstico, imagina a saga de uma mãe que depende da rede pública para o atendimento de seu filho, seja na educação ou na área da saúde.”
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Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso
A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.
Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.
Indecisão é o principal cenário da disputa
O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.
Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.
Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados
Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.
Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.
O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.
Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.
A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.
O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.
