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Kalil prestigia convenção de Botelho: “vamos construir políticas em conjunto na região metropolitana”

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB) marcou presença na convenção do União Brasil, onde foi oficializada a candidatura do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) e do médico Marcelo Sandrin (Republicanos) à prefeitura de Cuiabá. Milhares de pessoas lotaram o Ginásio Aecim Tocantins, na noite de segunda-feira (05).

“Eu tenho na pessoa do Botelho, um companheiro de primeira hora, um político sério, dedicado, que tem total condições de ser prefeito de Cuiabá e as pesquisas vêm demonstrando um favoritismo no Botelho. Eu não tenho dúvida nenhuma de que o Botelho vai conseguir ser eleito e fazer uma gestão muito boa em Cuiabá. A capital precisa de um prefeito atencioso, que vai fazer as mudanças necessárias e que vai conseguir entregar uma administração positiva à sociedade.”

Kalil também destacou a capacidade de articulação política de Botelho e sua confiança em uma gestão eficaz para Cuiabá. Além disso, o prefeito ressaltou a importância da parceria entre Cuiabá e Várzea Grande para a construção de políticas conjuntas. “Nós queremos, junto, no aglomerado urbano entre Cuiabá e Várzea Grande, construir políticas em conjunto na região metropolitana”, explicou.

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Além da parceria, as alianças políticas unem Botelho e Baracat. O União Brasil, é o partido do pré-candidato a vice-prefeito de Kalil, o vereador Pedrinho Tolares. E ainda congrega o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos, grandes apoiadores do emedebista.

Isolado na liderança nas pesquisas de opinião e com favoritismo perante os eleitores de Várzea Grande, Kalil Baracat destacou o respeito aos adversários e o compromisso com uma campanha propositiva.

“Não existe eleição ganha! Nós respeitamos os adversários, nós vamos fazer uma campanha propositiva, limpa, porque eu respeito muito o eleitor da minha cidade, eu respeito os cidadãos da minha cidade. Tenho propostas para a cidade e desejo continuar à frente da prefeitura, desenvolvendo o trabalho que eu já venho fazendo, com propostas novas. Se for da vontade de Deus e do povo, nós queremos continuar trabalhando pela minha cidade que eu amo”.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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