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Maysa solicita ação da Procuradoria para apurar suposta relação de vereadores com facção criminosa
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A vereadora de Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), anunciou nesta terça-feira (12), em entrevista à imprensa, que irá acionar a Procuradoria da Câmara Municipal para investigar as supostas acusações de envolvimento de parlamentares com o crime organizado. Ela destacou que as suspeitas sobre a relação da Câmara com a facção criminosa Comando Vermelho têm prejudicado ainda mais a imagem do Legislativo, que já é conhecida pelo apelido de “Casa dos Horrores”.
Maysa afirmou que, caso se comprove o envolvimento de seus colegas com a facção, pedirá a cassação dos mandatos dos vereadores por quebra de decoro.
“Vamos solicitar formalmente isso, e ela terá de responder com um ‘sim’ ou um ‘não’, justificando a resposta, mas não poderá permanecer em silêncio”, afirmou a vereadora.
Ela também afirmou que, ao defender a Câmara, a Procuradoria está defendendo a confiança da população nas instituições. “Quando a Procuradoria defende a instituição, ela defende a crença da população em nós. Sim, é prerrogativa da Procuradoria da Câmara tomar todas as providências. Se for comprovado que há alguém ligado ao crime organizado, essa pessoa precisa sair daqui, pois isso é quebra de decoro”, opinou.
Além disso, Maysa Leão afirmou que está acompanhando de perto o andamento do processo que solicita a cassação do vereador Paulo Henrique (MDB), atualmente parado na Comissão de Ética. Segundo a vereadora, o grupo de trabalho responsável pelo processo não tem conseguido notificar Paulo Henrique, que foi preso durante a Operação Ragnatela, acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
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Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso
A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.
Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.
Indecisão é o principal cenário da disputa
O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.
Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.
Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados
Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.
Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.
O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.
Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.
A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.
O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.
