POLITÍCA NACIONAL
Bancada gaúcha se mobiliza por ajuda à população afetada por fortes chuvas no RS
POLITÍCA NACIONAL
Deputados gaúchos foram ao Plenário da Câmara anunciar ações para socorrer a população atingida por fortes chuvas que já causaram a morte de 21 pessoas no Rio Grande do Sul.
O coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS), afirmou que a bancada conversou com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para pedir a liberação recursos direcionados ao socorro às vítimas. O ministro vai visitar nesta quarta-feira (6) as áreas atingidas. “É importante informar que a bancada gaúcha está mobilizada para buscar socorro para aqueles que mais precisam neste momento”, disse.
O deputado Marcelo Moraes (PL-RS) afirmou que o ministro determinou a mobilização da Defesa Civil para ajudar a população gaúcha.
A deputada Reginete Bispo (PT-RS) informou que o governo federal vai liberar os recursos necessários. “O governo federal, liderado pelo presidente Lula, está mobilizando todos os recursos necessários para ajudar neste momento delicado”, declarou.
Catástrofe climática
A deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) lembrou que as fortes chuvas que atingiram o estado são o resultado da catástrofe climática que deve se intensificar ainda mais e afetar a vida da população. “Nós precisamos trazer à tona uma pauta ambiental importantíssima, que é a da emergência climática. Este não é um fato isolado”, disse.
Discutir a emergência climática, segundo ela, poderá evitar novas mortes.
Fundo para calamidade
Para o deputado Afonso Hamm (PP-RS), a situação deve ser tratada como calamidade pública. Ele defendeu ainda a criação de um fundo voltado para as catástrofes climáticas. “Esta verdadeira tragédia no Rio Grande do Sul requer esforços e uma força-tarefa – o que estamos recomendando – para mobilizar todos os meios.”
O deputado Luiz Carlos Busato (União-RS) afirmou que o governo precisa mobilizar auxílio para as famílias. “Precisamos imediatamente de auxílio para essas famílias e de recursos financeiros para reconstrução e, principalmente, para prevenção.”
Solidariedade
O deputado Bibo Nunes (PL-RS) lamentou a situação da população afetada. “Temos enchentes, pessoas morrendo, casas desabando, é muito triste. Com a tecnologia que temos hoje, é lamentável o que estamos vivendo”, disse.
O deputado Giovani Cherini (PL-RS) destacou que os dados apontam 2,5 milhões de pessoas afetadas pelas chuvas. “A bancada gaúcha precisa buscar esforços para que essas famílias tenham apoio do poder público neste momento”, avaliou.
Em nome da Mesa Diretora, o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) prestou solidariedade às vítimas. “Nossa solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul por este momento que está vivendo”, disse.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
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