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Câmara homenageia Campanha da Fraternidade, que neste ano tem como tema a fome

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Homenagem à Campanha da Fraternidade CNBB de 2023. Coordenadora da Regional da CRB Brasília, Formosa e Luziânia, Irmã Sueli Belatto, dep. Luiz Couto (PT - PB), dep. Juliana Cardoso (PT - SP), secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil- CNBB, Dom Joel Portella Amado, secretário do Ministério do Trabalho, Gilberto Carvalho.
Deputada Juliana Cardoso (C), durante  a sessão solene da Câmara

A fome é pela terceira vez tema da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A ação é desenvolvida anualmente pela Igreja Católica no período da quaresma e, em 2023, tem como lema “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Na Câmara dos Deputados, uma sessão solene nesta segunda-feira (13) homenageou a campanha. Uma das autoras do pedido de realização do evento, a deputada Juliana Cardoso (PT-SP) ressaltou a importância da discussão e reflexão sobre a fraternidade e a fome.

Líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) lamentou o fato de o Brasil ser destaque na produção de alimentos, mas ter um alto número de habitantes com insegurança alimentar. “É constrangedor para todos nós a essa altura da nossa história, em pleno século 21, ainda estarmos lutando contra o flagelo da fome, em um país tão rico como o Brasil, e tão pobre de democracia, de senso de justiça, de igualdade de condição de vida. Ainda estamos longe de sermos uma república democrática no significado mais profundo dessa expressão”, afirmou Guimarães.

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Para o secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella Amado, o combate à fome vai além da religião. “Embora a Campanha da Fraternidade seja uma iniciativa da Igreja Católica, a fome não tem religião, gênero, idade, ou qualquer outro diferencial. Hoje, a fome é uma das situações mais agudas, tristes e que nos envergonham em termos de Brasil”, afirmou.

Insegurança alimentar
Em 2022, o Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil apontou que mais de 33 milhões de pessoas não têm garantido o que comer. De acordo com o estudo, mais da metade da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau: leve, moderado ou grave.

Durante a sessão, foi reproduzida a mensagem encaminhada pelo papa Francisco. Ele destacou que ações desenvolvidas nas campanhas da fraternidade não devem ser atitudes pontuais, mas constantes.

Em mensagem lida em Plenário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que é preciso agir rápido para combater a fome no Brasil. Para ele, o tema da campanha é um chamamento para que cuidemos uns dos outros.

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Reportagem – Maria Suzana Pereira
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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