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POLITÍCA NACIONAL

Comissão promove audiência pública sobre pontos de cultura

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A. Baeta/Agência São Luís
Cultura - geral - alimentação regional pratos típicos regionais culinária (Museu da Gastronomia Maranhense, São Luís-MA)

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados promove audiência pública na quinta-feira (14) dentro do projeto “Expresso 168: Pontos de Cultura”. Com o projeto, a comissão a intenção de detectar gargalos e propiciar a interlocução entre a sociedade civil organizada, o Poder Executivo e o Parlamento.

O “Expresso 168” foi estabelecido como espaço e mecanismo de diálogo e fiscalização das políticas públicas, na forma de encontros, com gestores, produtores e artistas de todas as linguagens para debater a política cultural, afirma a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), autora do requerimento. Este encontro será coordenado pela deputada Erika Kokay (PT-DF)

Foram convidados para participar dessa edição:

  • a cozinheira, realizadora cultural e pensadora indígena Tainá Marajoara, membro da Rede de Cultura Alimentar, responsável pelo reconhecimento da cultura alimentar como expressão cultural brasileira. Pertencente ao povo originário Arua-Marajoara, do Pará;
  • o gestor cultural Lindivaldo (Junior Afro), vice-presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e ex-diretor de fomento da Fundação Cultural Palmares;
  • o poeta e pedagogo Binho Riani Perinotto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), consultor em gestão de políticas culturais, especialista em “Cultura, Plano e Ação” (ECA/USP), integrante do Fórum Paulista dos Pontos de Cultura;
  • a psicóloga, escritora, coordenadora do Comitê Gestor da Política Estadual Cultura (Viva-RS), Mãe Carmen de Oxalá;
  • o administrador e fundador do Ponto de Cultura Menino de Ceilândia (DF), Ailton Velez;
  • a fundadora da Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina (DF), Ponto de Cultura e Ponto de Memória, Simone Macedo;
  • o brincante do Ponto de Cultura Invenção Brasileira (DF), Chico Simões;
  • a costureira e criadora do Ponto de Memória da Estrutural (DF), Maria Abadia Teixeira de Jesus; e
  • o vice-presidente da Associação Artística Mapati – Ponto de Cultura; mestre em História pela UnB e especialista em Gestão de Políticas Públicas pela Unicamp,  Yuri Soares Franco.
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O debate será realizado às 15h30 no plenário 8.

Da Redação – AC

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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