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Conselho de Ética absolve dois deputados acusados de quebrar o decoro parlamentar

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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados arquivou nesta quarta-feira (4) dois processos contra deputados acusados de quebra de decoro parlamentar. Na pauta do colegiado constavam nove pareceres que seriam analisados nesta tarde, mas, em razão do início da sessão do Congresso Nacional, a reunião foi encerrada, como prevê o regimento.

Marco Temporal
Foi arquivado o processo movido pelo PL contra a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) por ter se manifestado contrária à aprovação do projeto do marco temporal de terras indígenas (PL 490/07), no Plenário da Câmara, no fim de maio.

No processo, o PL argumenta que a deputada “extrapolou suas imunidades advindas do cargo” e que propaga fake news nas redes sociais ao chamar os deputados favoráveis ao marco temporal de “assassinos do povo indígena”.

O parecer aprovado do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) considerou que não houve abuso do direito à livre opinião.

Melchionna elogiou o relatório e disse que o processo partiu de uma visão machista e misógina acerca do trabalho das parlamentares no Congresso. “Ouvi que nós éramos histéricas porque tínhamos defendido os povos originários no enfrentamento do marco temporal”, disse.

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Na mesma linha, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que a representação contra a parlamentar faz parte de um “combo do PL” contra a manifestação de mulheres, após a aprovação do marco temporal.

“Não se pode personalizar a disputa política, e não foi isso que aconteceu. Não foi ofender deputado A, B ou C sobre o marco, foi contra o marco que a gente espera que o presidente Lula vete”, reforçou Alencar.

Sobre o mesmo tema, o PL moveu processos contra as deputadas Célia Xakriabá (Psol-MG) e Sâmia Bomfim (Psol-SP).

Facada
O Conselho também aprovou o arquivamento, conforme parecer do relator, deputado Ganem (Podemos-SP), do processo movido pelo PL contra o deputado Marcon (PT-RS).

O partido acusa o deputado de ter faltado com o decoro durante reunião da Comissão de Trabalho, quando Marcon questionou a facada desferida contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Marcon discutiram e foram contidos por colegas.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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MATO GROSSO

Governo Lula cede à pressão e revoga norma de monitoramento do Pix

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O governo federal anunciou, nesta terça-feira (15), a revogação da norma da Receita Federal que ampliava o monitoramento das movimentações financeiras, incluindo transações realizadas via Pix. A decisão foi confirmada pelo secretário da Receita, Robison Barreirinhas, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

A medida, que inicialmente previa que operadoras de cartões de crédito, fintechs e carteiras digitais informassem à Receita transações acima de R$ 5 mil mensais realizadas por pessoas físicas, gerou uma onda de críticas e pânico na população. Essa ampliação do monitoramento, que antes era restrito aos bancos tradicionais, foi vista como uma ameaça à privacidade financeira e desencadeou reações negativas em massa, especialmente nas redes sociais.

Sensação de insegurança e repercussão negativa

Segundo Barreirinhas, a norma foi alvo de distorções que acabaram gerando um clima de insegurança. Para evitar maiores danos, o governo optou por revogar a medida. “Houve um grande mal-entendido que prejudicou a confiança da população, algo que nunca foi a intenção da Receita Federal”, explicou o secretário.

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Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo editará uma medida provisória (MP) com o objetivo de assegurar a gratuidade e o sigilo do Pix. “Queremos garantir que o Pix continue sendo um instrumento acessível e confiável, sem qualquer tipo de taxação ou diferenciação de taxas em relação a pagamentos em dinheiro”, afirmou Haddad.

Fake news e manipulação política

A decisão também foi motivada pela disseminação de informações falsas que alimentaram a desconfiança pública. Um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) alertando para uma suposta taxação futura do Pix viralizou nas redes sociais, pressionando ainda mais o governo. Haddad criticou a postura de políticos que, segundo ele, agiram de forma irresponsável para manipular a opinião pública e ampliar a insatisfação.

Compromisso com transparência

Apesar da revogação, Haddad reiterou que o governo continuará trabalhando para regulamentar o sistema financeiro, promovendo segurança e transparência, mas sem prejudicar trabalhadores informais ou pequenos empreendedores. “O governo está atento à necessidade de modernizar a regulamentação sem colocar em risco o bem-estar da população”, concluiu.

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A revogação da norma marca um recuo significativo do governo Lula, que decidiu agir rapidamente para conter os danos políticos e restaurar a confiança pública em um dos sistemas financeiros mais utilizados e valorizados pelos brasileiros.

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