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Debatedores defendem implantação de licença parental no País

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Em seminário realizado nesta terça-feira (29) pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, debatedores destacaram a importância da criação de uma licença parental, mais abrangente que a licença-paternidade, e que contemple arranjos familiares homoafetivos e famílias que optem pela adoção.

A coordenadora do grupo de trabalho da Câmara que debate o tema, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), afirmou que a ampliação da licença-paternidade e sua aplicação para outros ajustes familiares é uma bandeira suprapartidária, e as discussões vão levar a uma proposta possível de ser executada em todo o País. O grupo tem como relatora a deputada Amanda Gentil (PP-MA).

“Já passou da hora de a gente expandir a licença-paternidade e preencher esse vácuo que o Congresso vem deixando na legislação e regulamentar. Mas para fazer isso algumas perguntas são fundamentais: Até onde a gente consegue ir? Quem são vai pagar essa conta? Como vão pagá-la? Como fazer com que, diferentemente da licença-maternidade, a gente possa incluir a todos”, questionou Tabata Amaral.

O representante da Embaixada da Suécia no seminário, Alexander Eriksson, lembrou que lá a licença parental existe desde 1974, e pode ser dividida da forma que melhor atenda à família, sem prejuízos no trabalho. “Na época a lei de licença parental foi um instrumento para fortalecer o papel da mulher no mercado de trabalho. Hoje, com políticas inclusivas adaptáveis e flexíveis, essa licença abrange todos os modelos de família”, explicou.

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Engajamento
O representante da Organização Promundo no evento, Rodrigo Laro, afirmou que não basta apenas a legislação, é preciso engajar os pais na coparticipação no cuidado com os filhos. Ele citou o exemplo do Chile em que a mãe tem direto de 12 a 18 semanas de licença que podem ser compartilhadas com os pais, mas só 2% dos homens usufruíram desse direito desde 2011.

A diretora global de diversidade e inclusão do Nubank, Helena Bertho, informou que, desde 2022, a empresa conta com um programa de licença parental de 120 dias com o pagamento do salário integral juntamente com os benefícios. Para as gestantes, a empresa segue a legislação brasileira com a licença de 180 dias.

“Abarcando todas as configurações de família e todos os gêneros. Ela pode ser fracionada dentro desse primeiro ano, ela inclui tanto a chegada de filhos biológicos quanto na perspectiva de adoção”. Mas Helena Bertho reconhece que, apesar de todo o programa de licença parental, é preciso um treinamento constante de gestores e funcionários para diminuir a desconfiança que muitas vezes impede o acesso a esse direito.

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Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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