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Documentos da Câmara sobre Bertha Lutz são reconhecidos novamente pela Unesco no Programa Memória do Mundo

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o registro da documentação da Câmara dos Deputados do acervo “Feminismo, Ciência e Política – O Legado de Bertha Lutz, 1881-1985” para o Programa Memória do Mundo, na categoria internacional. Os documentos  já haviam sido reconhecidos em 2018 na categoria nacional do programa.

O Memória do Mundo é uma iniciativa da Unesco para criar um patrimônio histórico da educação, ciência e cultura para a humanidade. A candidatura do acervo de Bertha Lutz foi realizada pela Câmara, em conjunto com o Arquivo Histórico do Itamaraty, o Arquivo Nacional e o Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em 2021, a convite do Arquivo Nacional, as instituições brasileiras formalizaram a candidatura da documentação para o registro internacional. A Câmara dos Deputados contribuiu com a tradução do dossiê da candidatura e com as cartas de recomendação de especialistas nacionais e internacionais em apoio ao registro.

O projeto buscou identificar e coletar documentos produzidos e acumulados pela bióloga, ativista feminista e política Bertha Lutz em seus diversos campos de atuação. A parceria também incluiu documentos do acervo do Museu Nacional, destruídos em um incêndio no Rio de Janeiro, em setembro de 2018.

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Atuação parlamentar
A Câmara dos Deputados trouxe para o projeto a documentação de Bertha Lutz presente no acervo arquivístico da Casa, referente a sua atuação como deputada federal entre 1936 e 1937 e a sua participação na Constituinte de 1934, quando esteve envolvida ativamente com a luta pelos direitos das mulheres.

Desde 2018, a Coordenação de Arquivo, responsável pela guarda dos documentos históricos da Câmara, coordenou ações de preservação e de acesso ao acervo – exigências para a continuidade do registro no programa. Também foram realizadas ações de higienização, restauração e digitalização do material pela Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais.

Já o Arquivo Histórico atuou na identificação, descrição, organização e disponibilização dos documentos. Houve ainda a publicação pela Edições Câmara do livro Perfil Parlamentar de Bertha Lutz, elaborado com base nos documentos.

Os documentos referentes a Bertha Lutz que fazem parte do Arquivo da Câmara dos Deputados estão digitalizados e disponíveis na página do Arquivo Histórico da Casa.

Memória do Mundo
Em 2013, a Câmara dos Deputados recebeu o primeiro registro de uma entidade brasileira no Programa Memória do Mundo da Unesco, com documentos da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil (1823).

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O conjunto, que integra o acervo do Arquivo da Câmara dos Deputados, é formado por mais de 3 mil documentos da assembleia, que atuou entre 17 de abril e 12 de novembro de 1823, instituída pelo imperador dom Pedro 1º logo após a declaração da Independência do País, sendo o primeiro órgão legislativo de âmbito nacional.

Da Redação
Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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