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Exposição “Mulheres no Poder” estimula debate sobre participação feminina na política

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POLITÍCA NACIONAL

Foi aberta na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (28) a exposição “Mulheres no Poder”. A exibição, que apresenta dados históricos e estatísticos, tem o objetivo de estimular o debate sobre a participação das mulheres na política, nos espaços eletivos, de poder e decisão e faz parte da Campanha Março Mulher 2024, da Secretaria da Mulher da Câmara.

A campanha busca celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, debater e conscientizar a população em geral sobre as desigualdades de gênero, além de destacar a importância da conquista do direito ao voto das brasileiras e da maior participação de mulheres na política e nos espaços de poder.

Secretária da Mulher, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ)) destacou que a violência política contra mulheres vem aumentando. “A exposição mostra o que verdadeiramente nós enfrentamos de uma forma que todos que passem vejam e que entendam e que façam uma reflexão de que não há democracia onde as mulheres não têm a tranquilidade de disputar o processo eleitoral.”

Benedita da Silva também ressaltou que chegou ao Parlamento na Constituinte, em 1987, e mesmo que tenha sido colocada na Constituição a igualdade entre homens e mulheres, ainda há muito a ser feito. Como exemplo, ela citou que apenas no ano passado foi aprovada a Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres que desempenham funções equivalentes.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Abertura da Exposição Mulheres no Poder. Dep. Benedita da Silva (PT-RJ)
Benedita da Silva, secretária da Mulher na Câmara

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A parlamentar destacou ainda que o número de deputadas representa apenas 18% da Câmara, quando mulheres são mais da metade da população. “Para se ter uma ideia, se juntássemos todas as eleitas desde 1932 até hoje no Plenário Ulysses Guimarães, não conseguiríamos enchê-lo. Enquanto o total corresponde a apenas 335 mulheres, os homens, que somam 7.568, encheriam quase 15 plenários.”

Procuradora adjunta da mulher, a deputada Delegada Ione (Avante-MG) afirmou que a exposição é uma das maneiras de conscientizar a respeito da importância de as mulheres ocuparem espaços de poder, uma vez que elas trazem “um olhar diferente”. “A mulher tem um olhar global. A mulher é mãe, a mulher trabalha fora, então ela tem noção do todo.”

A exposição “Mulheres no Poder” é exibida no corredor Tereza de Benguela da Câmara, e vai até 15 de março.

Reportagem – Paula Moraes
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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