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Governo afirma que solução para aeroportos do Rio sairá em breve

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POLITÍCA NACIONAL

O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério dos Portos e Aeroportos, Juliano Noman, disse que a solução para o problema dos aeroportos do Rio de Janeiro está “próxima”. Segundo ele, o nível de concordância entre as partes já é de mais de 90%. Noman falou em audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara nesta terça-feira (9), mas não detalhou os termos do acordo.

A concessionária atual do Galeão, a Changi, de Cingapura, alega não ter receitas suficientes para pagar a outorga anual de R$ 1,3 bilhão e, no final de 2021, anunciou a intenção de devolver a concessão. Por outro lado, o aeroporto Santos Dumont, administrado pela Infraero, tem uma alta demanda.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já sugeriu ao governo federal que limite os voos para o Santos Dumont aos vindos de Congonhas, em São Paulo, e de Brasília. A limitação teria a função de melhorar a demanda para o Galeão, principalmente na área internacional.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, concorda que é preciso fazer algo. “Não há voo internacional para o Santos Dumont. Ou se recupera o Galeão, ou se planeja o Galeão para que tenha voo internacional para o Rio de Janeiro”, disse.

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Representando a Prefeitura do Rio, Carina Quirino explicou que a situação não pode ficar como está, independentemente do que ocorrer com a concessão. “Nós temos um problema de déficit de passageiros que não permite que esses dois aeroportos possam simplesmente agir economicamente livres. Ou seja, é preciso instituir uma política de coordenação aeroportuária para que esses aeroportos coexistam, porque, do contrário, haverá uma canibalização de vocações, que é o que tem acontecido”, ponderou.

Juliano Noman afirmou que o Galeão teve 5,7 milhões de passageiros em 2022 e o Santos Dumont, quase 10 milhões. Presidente da RIOGaleão, Alexandre Monteiro ressaltou que a capacidade do Galeão é de 35 milhões de passageiros.

Billy Boss/Câmara dos Deputados
Audiência Pública sobre o Funcionamento dos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim no Rio. Presidente do Aeroporto RIOgaleão, Alexandre Monteiro.
Alexandre Monteiro: capacidade do Galeão é de 35 milhões de passageiros, mas recebeu 5,7 milhões em 2022

Débitos
O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) disse que, caso a concessão seja devolvida, é possível que o governo tenha débitos com a Changi por causa de investimentos feitos. “Se avançar na direção de uma nova licitação, o grupo Changi vai cobrar o investimento que foi feito e não é pequeno”, alertou.

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Diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Pereira explicou que, como o governo vem atendendo os pedidos anuais da empresa para a revisão dos pagamentos da outorga, talvez não haja saldo a pagar pelo governo em caso de devolução. A concessão deveria vigorar até 2039.

Tiago afirmou, porém, que a concessionária vem colaborando e se esforçando para manter investimentos e empregos até durante a pandemia de Covid-19. Pela Infraero, o superintendente Paulo Cavalcante disse que a capacidade do Santos Dumont ainda não foi atingida e está em torno de 15 milhões de passageiros.

Delmo Pinho, da Fecomércio do Rio de Janeiro, disse que o Santos Dumont não comporta bem nem os 10 milhões atuais. Segundo ele, os estudos feitos para a privatização do Santos Dumont afirmam que a capacidade máxima do aeroporto para operação com o conforto dos passageiros seria de 6,5 milhões.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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