POLITÍCA NACIONAL
Governo utiliza margem fiscal para suplementar recursos orçamentários
POLITÍCA NACIONAL
O Poder Executivo enviou ao Congresso projeto (PLN 39/23) com crédito suplementar de R$ 784 milhões no Orçamento de 2023 para 17 órgãos e ministérios. A suplementação afeta o resultado fiscal de 2023, mas o governo justifica que, pela avaliação das contas públicas até o quarto bimestre do ano, o déficit estaria R$ 75 bilhões inferior à meta anual, que é de R$ 216,4 bilhões.
As maiores dotações são para manutenção do ensino superior e para pagar indenização da concessionária Inframérica no processo de devolução do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). A indenização se refere a investimentos feitos pela empresa que ainda não foram amortizados.
As suplementações são as seguintes:
- Presidência da República: para atender ao Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (R$ 6,4 milhões);
- Ministério da Educação:
1) para executar o Programa de Apoio à Manutenção da Educação Infantil com novos estabelecimentos e novas turmas que deverão permitir a oferta de 9.922 novas matrículas
2) para custear o funcionamento de hospitais universitários federais
3) para manutenção das universidades e institutos federais (R$ 205 milhões);
- Ministério da Justiça e Segurança Pública: para atender diversos programas como a promoção de direitos para as pessoas em situação de vulnerabilidade social; e a efetividade das políticas públicas de acesso à justiça no País, com o financiamento de 15 Organizações da Sociedade Civil que atuam junto a mulheres em contexto de uso de drogas ou que são afetadas pelo tráfico (R$ 12 milhões);
- Ministério de Minas e Energia: para pagar despesas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e custos com auxílio-moradia da Empresa de Pesquisa Energética (R$ 124,7 mil);
- Ministério dos Transportes: para arcar com diversas despesas como pagamento de auxílio-moradia a agentes públicos e continuidade dos contratos de operação e manutenção de instalações portuárias de pequeno porte (R$ 71 milhões);
- Ministério do Trabalho e Emprego: para modernizar os ensaios de equipamentos da Fundacentro (R$ 499 mil);
- Ministério das Comunicações: para projetos de desenvolvimento tecnológico na área de telecomunicações (R$ 8,6 milhões);
- Ministério da Cultura: para custear manutenção de museus (R$ 3,6 milhões);
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: para modernizar o parque tecnológico do Serviço Florestal Brasileiro (R$ 8,5 milhões);
- Ministério da Defesa: para pagar despesas de dívida contratual da Caixa de Construções de Casas para o Pessoal da Marinha e custear despesas do Fundo Naval (R$ 4,6 milhões);
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: para apoiar projetos de irrigação e de desenvolvimento local da Covevasf e modernizar a estrutura física da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (R$ 40,4 milhões);
- Ministério do Turismo: para pagar despesas com promoção e marketing do turismo no mercado nacional (R$ 958 mil);
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social: para pagar diversas despesas como remuneração dos agentes responsáveis pelas visitas domiciliares e integração das políticas de atenção à primeira infância dos entes federados, realização da 13ª Conferência Nacional de Assistência Social e implementação do Programa de Aquisição de Alimentos junto a comunidades indígenas (R$ 146,6 milhões);
- Ministério da Pesca e Aquicultura: para custear a manutenção da sede do ministério, das 27 superintendências e dos 7 terminais pesqueiros públicos (R$ 30 milhões);
- Advocacia-Geral da União: para arcar com despesas administrativas diversas como locação de imóveis, veículos, serviços de terceiros e mão de obra (R$ 3,1 milhões);
- Ministério da Igualdade Racial: para implementar a política de titulação de territórios quilombolas com indenização de imóveis (R$ 23,4 milhões);
- Ministério de Portos e Aeroportos: para pagar despesas da Agência Nacional de Aviação Civil e indenização à atual concessionária do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) (R$ 219,9 milhões).
Cancelamentos
De acordo com o governo, serão usados recursos de excesso de arrecadação, de superávit financeiro de 2022, e de anulação de dotações orçamentárias. Entre os cancelamentos, estão dotações para educação básica, bolsas de ensino superior e melhorias na hidrovia do Rio Tocantins.
“As programações objeto de cancelamento não sofrerão prejuízo na sua execução, uma vez que os remanejamentos foram decididos com base em projeções de suas possibilidades de dispêndio até o final do exercício atual”, afirma o governo.
O projeto vai ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Rodrigo Bittar
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
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