Search
Close this search box.
CUIABÁ

POLITÍCA NACIONAL

Lira: prioridade da Câmara neste ano é melhorar o ambiente de negócios no Brasil

Publicados

POLITÍCA NACIONAL


Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Entrevista coletiva de imprensa. Dep. Arthur Lira PP-AL
Lira: Câmara vai funcionar em sua plenitude, apesar da eleição

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que as propostas que melhorem o ambiente de negócios no Brasil estão entre os projetos prioritários da Casa neste ano. Segundo ele, mesmo em ano eleitoral, os deputados vão trabalhar intensamente para garantir a aprovação de propostas importantes.

Lira cobrou do Senado prioridade para a votação da reforma tributária. Sobre a reforma administrativa, destacou que o texto está pronto para o Plenário, mas não vê o governo disposto a aprová-lo em ano eleitoral.

Entre os projetos citados por Lira, estão o Projeto de Lei 4188/21, que cria o marco legal para o uso de garantias destinadas à obtenção de crédito no País. O texto busca facilitar o uso das garantias de crédito, para reduzir custos e juros de financiamentos e aumentar a concorrência.

O presidente também lembrou a necessidade de aprovar a Medida Provisória 1085/21, que o cria o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (Serp). Com a medida, todos os cartórios devem realizar seus atos por meio eletrônico e devem ser conectados entre si. Lira também destacou a proposição que altera o modelo regulatório e comercial do setor elétrico, com vistas à expansão do mercado livre (PL 414/21).

Leia Também:  Sancionada lei com nova tributação para fundos de investimentos e offshores

“Vamos tentar evitar que 2022 seja taxado de um ano de não funcionamento, vamos funcionar na plenitude. Foram dois anos de muitas dificuldades. Vamos melhorar o ambiente de negócios e também esperamos trabalhar as matérias das PECs. Esperamos que o Senado vote a reforma tributária, e quanto à reforma administrativa [que está na Câmara], precisamos de uma mobilização nacional de quem paga a conta. Vamos continuar trabalhando para não causar nenhum tipo de instabilidade”, disse Lira, em evento promovido pelo BTG Pactual nesta terça-feira (22).

Combustíveis
Lira também ressaltou a necessidade de se votar o Projeto de Lei Complementar 11/20, que se encontra no Senado e trata das mudanças das cobranças do ICMS dos combustíveis por parte dos estados.

O deputado espera que os senadores aprovem o texto ainda nesta semana para que eventuais alterações sejam votadas pela Câmara. Segundo Lira, as modificações dos preços dos combustíveis serão sobre os preços do diesel e do gás de cozinha.

Leia Também:  Comissão promove debate sobre autorização para uso de remédio para distrofia muscular

“Temos condição de fazer um planejamento e com prazo para que os governadores possam implementar. Não é o ICMS que faz aumentar o preço dos combustíveis, mas num ano de alta da arrecadação e que a inflação ajudou os estados em razão dos impostos, é importante que os governadores deem sua parcela de contribuição”, disse.

Sistema de governo
O presidente voltou a defender a mudança do atual sistema de governo presidencialista para um sistema semipresidencialista, no qual o primeiro ministro seria o chefe de governo, cuja gestão seria compartilhada pelo Congresso Nacional. Lira quer que a discussão sobre a proposta seja feita neste ano e votada no ano que vem.

Se aprovadas, as mudanças valeriam só para 2030. “O Brasil vive no cai não cai, todos os presidentes ou caíram por impeachment ou responderam por impeachment”, disse.

Segundo Lira, o Congresso vai trabalhar normalmente até julho deste ano. Em agosto e setembro, os deputados farão uma semana em cada mês de esforço concentrado antes das eleições de outubro.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

Publicados

em

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

Leia Também:  Câmara aprova texto-base de projeto que legaliza bingos e cassinos

 

Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

Leia Também:  Comissão promove debate sobre autorização para uso de remédio para distrofia muscular

E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA