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Participantes de debate defendem mais informação e investimento no parto domiciliar

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O parto domiciliar é realizado em menos de 1% dos nascimentos no Brasil, segundo dados do Departamento de Informática do SUS (DataSUS). De acordo com especialistas que participaram de audiência pública na Comissão Especial sobre Violência Obstétrica e Mortalidade Materna da Câmara, a mulher precisa ter mais informações sobre o parto domiciliar e analisar se essa modalidade se encaixa no perfil da gestante.

A enfermeira obstétrica Sabrina Seibert explicou que não existem dados sobre o parto domiciliar assistido, e que as estatísticas colocam como domiciliar qualquer nascimento fora do hospital, o que ajuda a criar falsos dados de que ter um filho fora do ambiente hospitalar é perigoso para a mulher e para o bebê.

“Esse parto com assistência é o que a gente hoje preconiza. A gente sabe que a assistência obstétrica durante o pré- natal, durante o parto e após parto é fundamental para a proteção dessa mulher e desse bebê, para que a gente garanta que ele nasça bem e saudável e que a gente evite desfechos como o caso da morte materna”, disse.

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A deputada Ana Paula Lima (PT-SC) destacou que o parto humanizado retorna a mulher para o centro do nascimento, e o domicílio pode ser o local de escolha da parturiente.

“A gente precisa mudar um pouco a cultura no nosso país. Quem faz o parto não é a enfermeira nem o médico, é a mulher; isso tem que estar bem claro para todas as mulheres. As mulheres podem parir e sabem parir porque isso é da natureza humana”, afirmou a deputada.

Acesso à informação
Referência em partos humanizados no SUS, o Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte (MG), há 40 anos oferece três modalidades de nascimento: domiciliar, na casa de parto ou no hospital. Para a enfermeira obstetra Raquel Rabelo, que participa da equipe de parto domiciliar planejado do hospital, a elitização do parto domiciliar vem diminuindo à medida que mais mulheres estão tendo acesso à informação de que esse é, sim, um tipo de parto viável.

“O que é necessário na atualidade são políticas públicas que garantam a todas as mulheres a opção de um parto domiciliar desde que ela atenda critérios que vão ser colocados por cada equipe – de forma geral, os critérios são muito parecidos, uma coisa ou outra vai divergir, mas que todas as mulheres consigam ter acesso.”

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A representante do Coletivo SobreParto, Tanila Amorim, afirmou que para tornar o parto domiciliar realmente uma opção é preciso normalizar essa escolha, investir na capacitação dos profissionais, ampliar a oferta e viabilizar a assistência pelo SUS, em caso de necessidade durante o parto.

Já a coordenadora do Grupo Curumim, Paula Viana, pediu mais atenção para as parteiras tradicionais que, apesar de reconhecidas pelo Ministério da Saúde, não contam com apoio e “normalmente trabalham sozinhas e em condições precárias”, atendendo onde o SUS não chega.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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