POLITÍCA NACIONAL
Representantes do setor de CT&I comemoram aprovação de leis ampliando recursos para área
POLITÍCA NACIONAL
Representantes do setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I ) celebraram a aprovação recente pelo Congresso Nacional de proposta que recompõe integralmente o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-FNDCT (PLN 1/23), em audiência pública na Câmara dos Deputados. O projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República.
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação promoveu debate sobre a aplicação desses recursos nesta quarta-feira (3), a pedido da presidente do colegiado, deputada Luisa Canziani (PSD-PR).
O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes, explicou que, com a aprovação da proposta, serão disponibilizados R$ 4,18 bilhões do fundo, para investimentos em projetos estruturantes em ciência, tecnologia e inovação.
Segundo Fernandes, nos últimos seis anos, foram bloqueados R$ 20 bilhões do FNDCT – valor que deixou de ser investido em ciência e tecnologia no País.
O secretário comemorou a sanção recente da Lei 14.554/23, que reduz os juros dos empréstimos do FNDCT, definindo a Taxa Referencial como indexador nas operações da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com recursos do fundo.
“É uma perspectiva muito otimista que se abre para a área de ciência e tecnologia, depois de um colapso no sistema federal de fomento à área. É um momento de muito otimismo para a comunidade científica, acadêmica e empresarial”, comemorou Fernandes. “Temos que alocar bem esses recursos, investir bem esses recursos”, acrescentou.
Destinação dos recursos
“As decisões do plano de investimento do fundo são tomadas em duas instâncias: no conselho diretor do FNDCT, que tem representação de várias áreas da sociedade civil e do governo; e nos fundos setoriais, competem aos comitês gestores de cada um dos fundos”, esclareceu o secretário. Segundo ele, em maio, serão convocadas reuniões desses conselhos para aprovar os planos de investimentos de 2023.
O governo vai sugerir que essas decisões de investimento expressem os quatro eixos estruturantes da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação:
- a recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em particular na área de infraestrutura;
- o apoio à reindustrialização com base em inovações, como, por exemplo, ações de transição energética e transformação digital;
- apoio à ciência, tecnologia e inovação para programas estratégicos nacionais, como o programa espacial e nuclear, ações de defesa, soberania na área da saúde;
- apoio à ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social, com base em tecnologias que possam proporcionar a melhoria das condições de vida da população brasileira.
O secretário pediu aos parlamentares que, na sua função fiscalizadora, se atentem para que os recursos do FNDCT sejam direcionados para projetos nacionais estruturantes, em complemento (e não em substituição) ao orçamento do ministério e de suas unidades e agências. Além disso, pediu que, no debate da reforma tributária, não haja retrocessos em relação aos avanços conquistados.

Plano estratégico
Vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a professora Fernanda Sobral afirmou que as perdas do FNDCT nos últimos 20 anos somam R$ 37 bilhões, o que significa 36% dos mais de R$ 104 bilhões destinados ao fundo. Essas perdas foram mais significativas desde 2016.
Segundo ela, nos últimos anos, a ciência brasileira sofreu com a falta de planejamento estratégico, que agora precisa ser retomado de forma transparente e democrática, com a participação do maior número de atores possíveis do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.
Um dos fóruns importantes de discussão, na avaliação dela, será a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação, prevista para o primeiro semestre de 2024 e cujas reuniões preparatórias devem começar em breve.
A professora defendeu ainda que o plano estratégico para a ciência brasileira envolva a descentralização da capacidade de pesquisa, hoje concentrada no Sudeste, para todo o território nacional.
Apoio às universidades públicas
Fernanda Sobral chamou a atenção para importância de se recuperar a capacidade das universidades e institutos federais para a pesquisa básica, que ela considera tão importante quanto a pesquisa voltada para a inovação.
A professora cobrou o cumprimento da Lei Complementar 177/21, que proíbe qualquer tipo de corte de recursos do FNDCT, e sugeriu algumas alterações na legislação para garantir o direcionamento de mais recursos (não reembolsáveis) a universidades e institutos públicos, onde, conforme ela, 99% da pesquisa científica é feita.
Hoje, 50% dos recursos são não reembolsáveis e outros 50% são reembolsáveis e direcionados para o financiamento do setor privado. O SBPC defende que 75% dos recursos sejam não reembolsáveis.
O reitor da Universidade Federal Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Francisco Ribeiro da Costa, que representou a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) no debate, também salientou a importância da pesquisa básica e de mais apoio às universidades públicas.
Já a professora Sandramara Chaves, do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), ressaltou a importância do fomento para a formação de professores e para as áreas de humanidades, “que também fazem ciência”.
Geração de empregos
Assessor da Presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Edward Brasil, por sua vez, destacou a importância do apoio da Finep para as empresas.
Segundo ele, as empresas apoiadas pela Finep ofereceram, em média, 21% a mais de empregos com remuneração 13% maior. “Essas empresas investiram 104% a mais em pesquisa, desenvolvimento e inovação do que as não apoiadas, e geraram 244% a mais de patentes do que as empresas não apoiadas”, comparou Edward Brasil.
Representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no debate, Débora Carvalho defendeu que a indústria também participe da discussão de uma nova política para a ciência e tecnologia do País. “A indústria leva a inovação à ponta. A indústria é quem vai causar impacto na sociedade”, opinou.
Ela sugeriu, por exemplo, o fomento a parcerias entre institutos de ciência e tecnologia e empresas, alavancando tanto as universidades quanto as empresas.
Apoio às telecomunicações
Já o presidente do Conselho Gestor do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), Pedro Lucas Araújo, pediu apoio para aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP 81/22), do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que proíbe o bloqueio (contingenciamento) dos recursos orçamentários do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), da mesma forma que a Lei Complementar 177/21 fez com o FNDCT.
A presidente da comissão, Luiza Canziani, afirmou que o projeto será votado na comissão na próxima semana. O deputado Lucas Ramos (PSB-PE), por sua vez, defendeu a modernização da legislação do Funttel.
Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
GERAL
Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.
A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.
O que é essa tarifa e como funciona?
A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.
Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.
Exemplo simples:
Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:
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Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.
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Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.
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Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.
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Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.
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Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.
Como isso afeta o Brasil?
A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:
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Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.
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Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.
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Perda de mercado para concorrentes de outros países.
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Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).
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Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.
Quais produtos serão mais afetados?
A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:
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Carnes bovina, suína e de frango
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Café
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Suco de laranja
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Soja e derivados
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Minério de ferro e aço
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Aeronaves e peças da Embraer
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Cosméticos e produtos farmacêuticos
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Celulose, madeira e papel
Brasil pode retaliar?
O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.
E o consumidor brasileiro, será afetado?
Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.
O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).
A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.
O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.
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MATO GROSSO5 dias atrásItaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
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