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Secretaria dos Direitos da Pessoa Idosa alerta para aumento de violência contra essa população

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POLITÍCA NACIONAL

A representante da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa Symone Bonfim chamou a atenção dos deputados para o crescimento dos casos de violência contra pessoas acima dos 60 anos desde o início da pandemia de Covid-19. Em audiência na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14), Symone Bonfim disse que, apenas no primeiro semestre de 2023, o Disque 100 já recebeu mais de 50 mil denúncias.

Essa violência, continuou Symone, pode ser física – como maus tratos, agressão e abandono –, e psicológica – que seriam ameaças, constrangimentos, tortura psíquica. Ela ressaltou ainda que também é comum o relato de abuso financeiro.

A deputada Flávia Morais (PDT-GO), que pediu a realização do debate, ressaltou que em muitos casos essa violência passa despercebida. “Muitas vezes esse idoso vive violência todos os dias e não tem coragem de ir na delegacia denunciar sabendo que seu neto, seu filho ou sua filha podem ser presos”, disse Flávia Morais.

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Rede de apoio
A coordenadora da Frente Nacional de Fortalecimento das Instituições de Longa Permanência para Idosos, Karla Cristina Giacomin, lembrou que as políticas públicas também precisam se voltar para a família dos idosos. “Nós não temos no sistema de saúde equipes voltadas para o cuidado com equipamentos e rede de cuidados que apoiem a família na sua necessidade de cuidar”, disse Karla Cristina.

Segundo a coordenadora, 20% das pessoas que cuidam de um idoso precisam parar de trabalhar ou estudar. “Hoje a grande questão é que entre a pessoa que sofre violência e a rede de proteção é um labirinto, essa pessoa não consegue acesso”, lamenta.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2030 o número de idosos já vai passar o de crianças no Brasil. Por isso, a necessidade de se pensar em políticas públicas para a população idosa agora, defendeu Vinicius Cursino, representante do Ministério da Justiça.

Segundo ele, o País precisa se preparar e não deixar para resolver um problema quando ele já for urgente, como costuma acontecer.

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Reportagem – Amanda Aragão
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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