Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Deputados de MT gastam R$ 499 mil com aluguel de veículos e aeronaves

Publicados

MATO GROSSO

Em 2021, a bancada de Mato Grosso na Câmara Federal usou R$ 499.173,47 da cota parlamentar com aluguel de veículos e aeronaves, o que representa 17,18% de todos os valores custeados pelo Legislativo entre janeiro e dezembro deste ano. Conforme os dados coletados pelo Olhar Direto no Portal Transparência, na quinta-feira (23), o gasto total declarado pelos mato-grossenses foi de R$ 2.604.901,68.

Leia também:
Emanuel mantém ritmo no início do segundo mandato e entrega mais de 63 Km de asfalto

Os valores levam em conta as despesas dos oito deputados, mais o suplente Valtenir Pereira (MDB), que ocupou a vaga de Carlos Bezerra, ambos do MDB, por seis meses. No comparativo com 2020, houve queda de 5%, já que ano passado o total de despesas dos parlamentares foi de R$ 2.744.782,68.

Em relação ao aluguel de veículos, também houve uma redução de R$ 38 mil (7%). Em 2021, quem mais gastou com tal despesa foi Juarez Costa (MDB), que pediu o reembolso de R$ 135,2 mil, seguido por Neri Geller (PP), R$ 113,8 mil. O líder da bancada, Dr. Leonardo (Solidariedade), declarou ter gasto R$ 100,9 mil.
José Medeiros (Podemos) diz ter gasto R$ 66,4 mil; Rosa Neide (PT), R$ 44,1 mil; Emanuelzinho (PTB), R$ 27,7 mil; e Bezerra R$ 11 mil. Valtenir e Nelson Barbudo (PSL) não declararam gastos com aluguel de veículos.

Leia Também:  Politec identifica prática de crimes ambientais em garimpo na região Norte de MT

Também para locomoção entre Mato Grosso e Brasília (DF), os nove parlamentares usaram R$ 370.947,51 para passagens de avião. Quem mais viajou foi Emanuelzinho (R$ 116,5 mil), seguido de Medeiros (R$ 95,3 mil), Neri (R$ 43 mil), Barbudo (R$ 41,5 mil), Leonardo (R$ 30,6 mil), Valtenir (R$ 14,4 mil), Rosa Neide (R$ 11,6 mil), Bezerra (R$ 9,5 mil) e Juarez (R$ 6,9 mil).

Gastos gerais

No somatório de todas as despesas, o deputado mais caro de Mato Grosso foi Leonardo, como R$ 397,1 mil declarados. Logo na sequencia aparece Emanuelzinho (R$ 378,9 mil), Juarez (R$ 374,9 mil), Medeiros (R$ 369,5 mil), Neri (R$ 360,7 mil), Barbudo (R$ 339,4 mil), Rosa Neide (R$ 280,5 mil), Valtenir (R$ 203,3 mil) e Bezerra (R$ 201,3 mil).

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) custeia as despesas do mandato, como passagens aéreas e conta de celular. Algumas são reembolsadas, como as com os Correios, e outras são pagas por débito automático, como a compra de passagens. Os parlamentares de Mato Grosso recebem R$ 39.428,03 por mês.

Leia Também:  Rotam reúne 1,6 mil atletas na corrida extreme realizada neste domingo (12) na Lagoa Trevisan

Nos casos de reembolso, os deputados têm três meses para apresentar os recibos. O valor mensal não utilizado fica acumulado ao longo do ano (isso explica porque em alguns meses o valor gasto pode ser maior que a média mensal).

Divulgação do mandato

A maior parte da cota dos deputados foi gasta com divulgação da atividade parlamentar, R$ 923.045,57 (31,76% do total). Barbudo, que declarou R$ 183,8 mil, é quem lidera as despesas neste quesito, seguido por Bezerra (R$ 170 mil), Juarez (R$ 157,5 mil), Emanuelzinho (R$ 111,2 mil). Leonardo (R$ 108,9 mil), Rosa Neide (R$ 97,3 mil), Neri (R$ 81,5 mil) e Medeiros (R$ 30 mil) completam a lista.

Os deputados também usaram R$ 363.824,37 (12,52%) para manutenção de escritório, R$ 336.634,67 (11,58%) para contratação de consultoria e pesquisas, R$ 246.079,16 (8,47%) em combustíveis e R$ 537.224,20 em outros gastos, como fornecimento de alimentação, hospedagem e serviços postais.

FONTE/ REPOST: AIRTON MARQUES – OLHAR DIRETO

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

Publicados

em

A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

Leia Também:  Governo entrega novas sedes de secretarias de meio ambiente para quatro municípios

Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

Leia Também:  Rotam reúne 1,6 mil atletas na corrida extreme realizada neste domingo (12) na Lagoa Trevisan

Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA