MATO GROSSO
Empresário do agronegócio é atingido por dois tiros durante tentativa de roubo em Lucas do Rio Verde
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O empresário do agronegócio Vanderlei Favaretto, 46 anos, foi atingido por dois tiros, hoje, durante uma tentativa de roubo, em sua residência, no Jardim das Palmeiras. A vítima estava chegando em casa, quando foi rendida por dois assaltantes.
Os criminosos obrigaram o produtor rural a abrir o cofre da residência. Em seguida, efetuaram dois tiros e fugiram, tomando rumo ignorado. Uma quantia em dinheiro foi levada, mas o valor não está confirmado.
Um parente do empresário relatou que foi acionado por volta das 14h pela empregada de Vanderlei, que o encontrou baleado na residência. Segundo ele, uma câmera de monitoramento filmou a ação dos criminosos.
“Eles pularam o muro e ficaram esperando ele, escondidos, na frente da caminhonete. Tinha uma corda do lado da cama. Abriram o cofre. Não levaram as caminhonetes. Sumiu todos os documentos da carteira dele”, explicou.
O empresário foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital São Lucas. “Ele já foi sedado e deram sangue. O caso é grave, mas por enquanto falaram para aguardar. Talvez seja transferido para Sorriso, mas vamos aguardar”, disse o familiar.
O Corpo de Bombeiros confirmou, ao Só Notícias, que a equipe de resgate se deslocou ao local e encontrou a vítima na varanda da residência, com ferimentos de arma de fogo (ao menos duas perfurações), “responsiva, porém com muita perda de sangue”.
A Polícia Militar faz buscas mas, até o momento, os assaltantes não foram localizados.
Só Notícias/Herbert de Souza e Altair Anderli, de Lucas do Rio Verde (foto: assessoria)
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.