MATO GROSSO
Nova estrutura do Dutrinha traz modernidade, conforto e segurança aos frequentadores do estádio
MATO GROSSO
O estádio completou 70 anos na segunda-feira (31) e foi reinaugurado pelo prefeito Emanuel Pinheiro
EMILY MAGALHÃES
O prefeito Emanuel Pinheiro apresentou aos seus convidados e à imprensa na noite de segunda-feira (31) a nova estrutura do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, ao celebrar o aniversário de 70 anos do estádio. A programação de entrega reafirma o compromisso da gestão em impulsionar o setor esportivo e cultural da Capital.
A nova roupagem é composta por vestiários modernos, postes de iluminação, gramado compatível, placar eletrônico de led, novas traves, muros, medidas de segurança adequadas e acessibilidade aos frequentadores das partidas. As arquibancadas também foram reformadas e podem comportar até sete mil pessoas por jogo. Os trabalhos foram coordenados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, em conjunto com a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.
“A última obra que o Dutrinha conheceu, que preparou, reformou, para que o Dutrinha continuasse sendo o templo do futebol cuiabano foi do ex-governador Jayme Campos, em 1990, fez a reforma que possibilitou ao Dutrinha chegar até a data de hoje, sem conhecer nenhuma outra no decorrer desses 32 anos. Não foi apenas uma reforma ou uma reestruturação, mas também foi mexer com os corações do povo cuiabano e de 70 anos de história. Depois de longos sete anos, devolvo um dos símbolos da história vencedora do povo cuiabano”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.
A reforma teve início em fevereiro de 2019 e foi dividida em três etapas, sendo a primeira, orçada em R$ 450 mil, de readequação do espaço para atender as medidas de segurança e acessibilidade. A segunda etapa, orçada em R$ 600 mil, foi a mudança de posicionamento dos postes de iluminação e a troca do gramado. Já a terceira, foi a construção do novo muro e modernização dos vestiários, que teve investimento de R$ 500 mil.
Programação especial
A programação em comemoração aos 70 anos do Dutrinha teve continuiade nesta sexta-feira (4), com a entrega de homenagens a mais de 70 personalidades como jogadores, esportistas e radialistas mato-grossenses, além de apresentações artísticas. O evento será restrito apenas à imprensa e convidados.
No sábado (5) será realizado o primeiro jogo oficial do Campeonato Mato-grossense com o Operário de Várzea Grande e o Cuiabá Esporte Clube, a partir das 15h30, com liberação de 30% de público no estádio.
Já no domingo (6), a programação especial se encerra com uma partida de futebol infantil, uma de futebol feminino e a disputa entre Mixto e Dom Bosco, a partir das 8h.
O Estádio Presidente Dutra pertencia à Prefeitura de Cuiabá desde julho de 2011 e foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT”, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990. Entre 2010 e 2014 foi o principal estádio de Mato Grosso devido a demolição do Estádio Verdão para dar lugar a atual Arena Pantanal. No ano passado, o estádio chegou a ser cedido, temporariamente, à Confederação Sul-Americana de Futebol e foi utilizado como centro de treinamento das seleções que participaram da Copa América.
Cuiabano nato, Eurico Gaspar Dutra deixou sua marca na política brasileira, sendo o único presidente da República oriundo de Mato Grosso, entre os anos de 1946 e 1951.
FONTE/ REPOST: PLENÁRIO MT
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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