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PF caça morador de MT que lavava dinheiro para traficantes

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Um morador de Rondonópolis (214 km de Cuiabá) teve a prisão decretada pela Justiça na Operação Turfe, deflagrada nesta terça-feira (15) pela Polícia Federal do Rio de Janeiro para prender uma quadrilha de traficantes internacionais.

Segundo a PF, policiais fizeram buscas no endereço do suspeito, que não foi encontrado por estar viajando. Sua esposa, no entanto, foi presa em flagrante depois que os policiais encontraram no imóvel um revólver e uma pistola sem documentação e autorização. Ela pagou fiança e foi liberada, já que não era alvo da operação. 

A investigação aponta que o suspeito é uma peça importante para lavagem de dinheiro do tráfico. Em depoimento, a mulher informou que o marido viajou para Araçatuba (SP). Um carro Toyota SRV do principal alvo também foi apreendido.

A PF também cumpre dois mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais do Município. Em outros estados, agentes apreenderam carros de luxo, pacotes de dinheiro e armas. 

Foram expedidos 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão pela 5ª Vara Federal Criminal, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. 

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Também foram expedidas medidas de cooperação policial no Paraguai, Espanha e Emirados Árabes (Dubai).

As investigações da PF, iniciadas há cerca de 18 meses, apontam para a existência de um grupo responsável pela aquisição de drogas em países produtores, como Bolívia e Colômbia, a internalização do entorpecente, logística de transporte e armazenamento em território nacional e ainda  exportação dos produtos ilícitos ao mercado europeu.

Ao todo foram apreendidas, ao longo da investigação, mais de 8 toneladas de cocaína, tanto no Brasil, quanto na Europa – destino final do entorpecente. Além disso, mais de R$ 11 milhões foram arrecadados dos criminosos, ainda na fase sigilosa, antes da deflagração.

Atualizado às 11h32

FONTE/ REPOST: DAVI VITTORAZZI- MÍDIA NEWS 

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TJMT concede essencialidade de maquinários agrícolas mesmo após término do período de blindagem 

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A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através de julgamento unanime, decidiu que a proteção de bens essenciais à atividade rural pode subsistir, mesmo após o término do chamado stay period — período de suspensão das ações e atos de expropriação previsto na Lei de Recuperação Judicial.

O julgamento ocorreu no âmbito de um agravo de instrumento envolvendo empresa Martelli Agroindustrial, em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 244 milhões, e tratou da possibilidade de constrição de maquinários agrícolas indispensáveis à produção da safra 2025/2026.

Ao reformar decisão de primeiro grau, o TJMT reconheceu que o encerramento do stay period não retira automaticamente a competência do juízo da recuperação judicial para analisar a essencialidade dos bens e decidir sobre medidas constritivas.

Na prática, o Tribunal entendeu que a competência do juízo recuperacional permanece até o encerramento formal do processo e os bens essenciais à atividade econômica não podem ser retirados quando isso comprometer a continuidade da atividade.

A decisão também suspendeu medidas de busca e apreensão sobre tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos considerados fundamentais para a manutenção da produção agrícola.

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O processo foi conduzido pela banca de advogados do Grupo ERS, que analisam a medida como “um avanço no entendimento que a análise da essencialidade dos bens deve priorizar a preservação da atividade econômica e ainda, reforça o papel da Assembleia Geral de Credores como espaço para deliberação sobre medidas que impactam diretamente o sucesso da recuperação”, explica a advogada, Ranielly Chagas.

Além disso, o entendimento sinaliza que medidas de execução individual devem ser analisadas com cautela quando houver risco de inviabilizar a atividade produtiva, mesmo em situações envolvendo créditos extraconcursais.

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