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II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas: Desenvolvimento e Sustentabilidade será realizado em Cuiabá
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| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Cuiabá será sede do II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas: Desenvolvimento e Sustentabilidade, que será realizado em maio. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, durante a primeira reunião nacional de trabalho, promovida nesta quinta-feira (23), com a presença do senador Wellington Fagundes e representantes de instituições de ensino e pesquisa.
“Mato Grosso é um estado que polui, mas é um estado produtivo, produz comida para o mundo. Então, vamos convidar o mundo para conhecer Mato Grosso, entender bem o que é Mato Grosso. Vamos falar de degradação, de poluição, mas também de quem produz, de quem cuida, de quem preserva. Nosso estado é a última fronteira de expansão agrícola do Brasil. É para cá que vem o desenvolvimento, o crescimento está aqui, e temos que ter atenção total. Então, vamos envolver todos os atores para buscarmos soluções para Mato Grosso e para o Brasil”, declarou o conselheiro.
Na oportunidade, Sérgio Ricardo ressaltou a importância do debate no estado e convidou o senador Wellington Fagundes, que tem um grande envolvimento na área ambiental, para ser parceiro na organização e realização do evento. “Essa é uma discussão voltada para quem somos nós no Brasil, quem é Mato Grosso no mundo. Qual é a nossa responsabilidade, como podemos ajudar na segurança alimentar do mundo. Nós vivemos aqui, temos que discutir as nossas questões, temos que discutir a nossa Amazônia, o nosso Cerrado e o nosso Pantanal e nós estamos fazendo isso, estamos fazendo a lição de casa. Todos os envolvidos estarão presentes nessa grandiosa discussão. É dos resultados dessa discussão que depende as nossas vidas”.
O senador por Mato Grosso fez questão de elogiar a ação pioneira do conselheiro junto aos Tribunais de Contas do Brasil. “Trazer essa discussão para o estado que mais produz alimentos é extremamente importante, pois a palavra de ordem no mundo é segurança alimentar. Vamos debater produção com sustentabilidade. Nós exportamos para o mundo inteiro e temos capacidade de multiplicar muito ainda essa produção e para isso temos que ter a ciência, a tecnologia, acompanhando a capacitação do nosso trabalhador. Nós temos riquezas naturais ainda pouco exploradas, que podem trazer produção e tecnologia para que seja feita com sustentabilidade, pois hoje o mundo exige o respeito ao meio ambiente”.
Representando o Instituto Nacional de Áreas Úmidas (Inau), Cátia Nunes, que participou do encontro de forma virtual, também parabenizou a iniciativa do TCE-MT. “Essa é uma oportunidade ímpar para mostrar a realidade do estado, pois podemos ir na contramão internacional, que traz uma imagem negativa. Oportunidade de as partes dialogarem sobre como produzir de forma sustentável. Mostrar para fora que pensamos sim em desenvolvimento e sustentabilidade”.
Comunidade Acadêmica
A reunião de trabalho contou com a participação de representantes da comunidade acadêmica do estado, a exemplo do reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares, que ressaltou a parceria com o TCE-MT.
“Mais uma vez vamos estar juntos e ajudar a organizar esse trabalho magnífico, levando, de forma pedagógica, as questões de desenvolvimento e da sustentabilidade do estado. Vamos colaborar, juntamente com as outras instituições de ensino, com o arcabouço científico, técnico e a expertise na área para ajudar a enriquecer essa discussão, nessa dialética, aprendendo, ensinando e desenvolvendo o estado de Mato Grosso”, declarou.
O pró-reitor de extensão do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Marcos Taques, falou da importância da participação no debate. “Muito nos orgulha participar desse grandioso evento, em que vamos poder falar um pouco, não só para a academia, mas principalmente para a sociedade. Ver o Tribunal de Contas fazer esse tipo de debate é muito empolgante”.
Assessor especial da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Heimsten Leal, destacou a relevância da aproximação da academia com o Tribunal de Contas. “A comunidade acadêmica está envolvida nisso como formadora de recursos humanos, desenvolvedora de ensino, pesquisa, extensão e inovação e só vem a contribuir para que este evento propagar esse conhecimento nos próximos anos”.
Na ocasião, foi formada a comissão que será responsável pela organização do congresso, que contará com representantes do TCE-MT, do Congresso Nacional e da comunidade acadêmica.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
25 anos da Defensoria é marcado por presença em todas as comarcas e conquista do selo Diamante em transparência pública
Somente em 2024, a DPEMT realizou mais de 540 mil atendimentos e 49 mil audiências.
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) comemorou em 2024 seus 25 anos de existência se firmando como um pilar essencial na proteção dos direitos dos cidadãos, especialmente dos mais vulneráveis. Nos seus primeiros anos, a instituição enfrentou diversos desafios e lutou pela valorização da carreira, melhorias na infraestrutura e pelo aumento no número de defensores e defensoras públicos e de servidores e servidoras. A expansão do atendimento aos municípios do interior do estado também foi uma prioridade desde o nascimento da DPEMT.
O sonho de levar a Defensoria Pública para todas as comarcas de Mato Grosso foi alcançado ainda no início de 2024, sendo um dos avanços mais notáveis desses 25 anos, garantindo que o acesso à justiça se tornasse uma realidade para todos, independentemente da localização geográfica. Com essa expansão, foi possível atender um número de pessoas que, de outra forma, poderiam ficar desamparadas frente aos desafios legais e sociais que enfrentam. Só em 2024, a DPEMT realizou mais de 540 mil atendimentos e 49 mil audiências.
Juntamente com o atendimento nos núcleos, a Defensoria realizou 23 mutirões nos últimos dois anos e participou de outros 60 no mesmo período, levando orientação jurídica e assistência na resolução de conflitos para as comunidades mais distantes.
Dentre os mutirões, destaca-se o Mutirão Meu Pai Tem Nome, realizado nacionalmente por iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que gerou mais de 350 atendimentos e cerca de 200 exames de DNA gratuitos nos anos de 2023 e 2024 em Mato Grosso.
Além da expansão territorial, outro aspecto importante a ser destacado foi a posse de novos defensores e servidores efetivos. Foram 20 defensores empossados em 2023 e mais 15 em 2024 e um total de 26 servidores efetivos empossados no biênio. A chegada desses profissionais representou um fortalecimento da equipe, possibilitando um atendimento mais eficiente. “Sonhamos em ter a Defensoria Pública instalada em todas as comarcas. Sonhamos em levar a justiça, a cidadania e a dignidade a essa população que sofre diariamente e que precisa de alguém que lhe ouça e que lhe dê voz”, disse a defensora pública-geral, Luziane Castro.
A Gestão ainda foi reconhecida ainda pela transparência e controle social, tendo recebido, em 2024, o Selo Diamante de qualidade em Transparência pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que apontou que o Portal da Transparência da DPEMT tem índice de 97,48% de transparência, o maior índice entre os poderes. “Esse prêmio sela o nosso objetivo principal: nós atendemos diariamente muitas pessoas pobres e necessitadas. No estado de Mato Grosso, ao longo de 2024, já batemos quase 512 mil atendimentos. É muita coisa. É muita gente que bate à nossa porta diariamente. E dizer que atendemos essas pessoas e ainda cumprimos com esses requisitos essenciais, que é ser transparente e empregar esse dinheiro que vem para a Defensoria Pública da maneira correta nos deixa muito felizes e mostra para a sociedade que estamos no caminho certo”, disse Luziane.
Em 2024, três práticas da DPEMT foram reconhecidas pelo Conselho Nacional de Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas do Brasil (CNODP) como contribuições relevantes à luta antirracista. Por isso, a instituição recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Esperança Garcia, criado em 2021 para fortalecer o combate ao preconceito racial. “Nosso objetivo é seguir firme nesse propósito e continuar criando novas práticas para que a gente não tenha mais situações de discriminação racial no nosso estado”, celebrou a defensora pública-geral, Luziane Castro.
Outro prêmio conquistado neste ano foi o Prêmio de Inovação Judiciário Exponencial (J.Ex.), na categoria Liderança Exponencial, que tem como objetivo reconhecer e incentivar as iniciativas e projetos inovadores nos âmbitos tecnológicos, de gestão e de novas metodologias aplicados ao ecossistema de Justiça. “Sem sombra de dúvidas, a gente fica muito feliz de ter sido reconhecido, mas coloco como reconhecimento desse trabalho desenvolvido em especial todo o trabalho desenvolvido pelos servidores e membros da Defensoria que têm abraçado todas as causas que a gente tem no tocante à inovação e sistemas tecnológicos”, disse Luziane. Entre as inovações tecnológicas de 2024 destaca-se o aplicativo “Defensoria Pública MT Cidadão”. Desenvolvido pela Diretoria de Governança e Desenvolvimento Institucional, este aplicativo foi criado com o propósito de facilitar o acesso dos assistidos aos serviços oferecidos pela Defensoria Pública. “É um compromisso da nossa gestão, desde que assumimos, tornar a acessibilidade real para o cidadão. Sem dúvida com esse aplicativo estamos dando um passo significativo nessa facilidade de acesso”, disse a defensora pública-geral.
Para comemorar os 25 anos da Defensoria, comemorado em 2024, foi lançado o livro “Histórias, Memórias e Sangue Verde”, com contos literários produzidos a partir do relato de defensores públicos sobre casos reais atendidos pelo órgão. O livro está disponível no hotsite dos 25 anos da DPEMT.
Os resultados obtidos neste ano demonstram não apenas o compromisso com a promoção dos direitos humanos e a justiça social, mas também a eficácia das iniciativas implementadas para atender à população mais vulnerável. A ampliação do acesso à justiça, a promoção de ações de orientação jurídica e a atuação proativa em causas coletivas refletem a importância desse órgão na construção de uma sociedade mais equitativa.
Apesar dos desafios enfrentados, os avanços observados nas métricas de atendimento evidenciam a relevância da Defensoria Pública como um pilar fundamental do sistema judiciário. “Olhando para trás, recordamos com carinho os
momentos que nos desafiaram, os obstáculos que superamos e as lições que aprendemos. Entender a importância da nossa instituição, saber que todos os recursos a nós destinados têm um único fim, reverter em atendimento de qualidade para a população do estado foi fundamental nos avanços dos últimos anos”, completou Luziane.
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