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TCE-MT reúne autoridades em capacitação sobre CadÚnico e efetivação de direitos das pessoas em situação de rua
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| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, destacou a união entre órgãos e poderes como ponto fundamental para a efetividade das políticas públicas de atenção às pessoas em situação de rua. A questão mobilizou autoridades e norteou as atividades da capacitação “CadÚnico e a efetivação de direitos da pessoa em situação de rua, ações do poder executivo municipal”, realizada pela Corte de Contas nesta quarta-feira (19).
“O tribunal sente uma alegria enorme ao receber estas instituições, que estão integradas para trabalhar em prol de uma política tão importante. É uma grande iniciativa, na qual estamos engajados em contribuir e que vai resultar em um trabalho concreto, que apontará soluções para esse grave problema social”, afirmou José Carlos Novelli.
O CadÚnico é uma ferramenta para acesso a programas sociais em todo o país. Assim, fruto de parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis), o evento debateu com o gestor público dos Poderes Executivo e Legislativo municipal a utilização do Cadastro como instrumento de implantação e gestão de políticas públicas, a fim de efetivar os direitos dessa população.
Foi o que reforçou a presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas. “Esse encontro mostra o empenho do Judiciário em avançar nesse tema. Precisamos de um raio x sobre essa população, saber quem são e como chegaram a essa situação. Tudo que fazemos em parceria resulta em um movimento maior, por isso estamos felizes com essa parceria com o Tribunal de Contas e outras instituições.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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O governador do estado, Mauro Mendes, destacou o papel do estado na promoção do equilíbrio e igualdade social. “Cuidar das pessoas que mais precisam é uma das tarefas mais relevantes que o poder público tem. Isso tem que ser exercido no dia a dia de diversas formas, por meio da segurança alimentar, com políticas de inclusão social e com a criação de oportunidades para que eles saiam dessa situação.”
Já o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, adiantou que a capacitação vai colaborar com as ações do Legislativo. “O assunto está em debate na ALMT, então saímos daqui com sugestões importantes, que podem se tornar emendas ou alterações no projeto em tramitação. Assim, de forma efetiva, teremos uma política pública que foi bem debatida e que vai trazer resultados.”
Para o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, o caráter humanitário da qualificação a torna uma das mais importantes realizadas pelo TCE-MT neste ano. “Estendemos o compromisso institucional para o social, reforçando a urgência do resgate de pessoas em vulnerabilidade. Há um comprometimento dos gestores tanto como cidadãos, quanto como gestores, independente da área de atuação.”
Capacitação e dados importantes
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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A capacitação colabora com a Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua, criada pela Resolução 425/2021, no âmbito do Poder Judiciário, com o intuito de provocar a atuação concomitante dos três poderes no enfrentamento da temática.
Assim, ao longo da manhã, o auditório da Escola Superior de Contas foi palco para exposições do juiz federal Renato Nigro, do defensor público da União Renan Sotto Mayor, do professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) André Luiz Freitas e da defensora pública do estado de Mato Grosso Rosana Monteiro, com mediação do juiz de direito e coordenador da Justiça Comunitária do TJMT, José Antônio Bezerra Filho.
Também coordenador do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População de Rua da UFMG, André Luiz falou sobre o levantamento, análise, produção e divulgação sistemática de dados a partir das informações do CadÚnico, destacando o cenário mato-grossense.
De acordo com ele, a população em situação de rua aumentou no estado. “Isso ocorreu em todo o país. O segundo dado mais importante é que estamos falando de uma população majoritariamente negra. Na média nacional, a cada dez pessoas em situação de rua, sete são negras. Especificamente em Mato Grosso, essa porcentagem sobe para 81% e em Cuiabá, 84%, a mesma porcentagem, por exemplo, de Belo Horizonte.”
O fenômeno social é complexo e atinge majoritariamente pessoas do sexo masculino, que correspondem a 87% do total. Além disso, 47% destas pessoas possuem ensino fundamental incompleto.
“Estamos falando, não somente pela condição da pandemia, mas antes disso, de pessoas em situação extrema e pobreza, 93% da população em situação de rua se encontra nessa situação. Isso mostra que é imprescindível o estabelecimento de políticas públicas estruturantes, principalmente que assegurem moradia, trabalho e educação.”
Também participaram do evento, o deputado federal José Medeiros, o presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), Bruno Rios e o desembargador José Zuquim Nogueira.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
25 anos da Defensoria é marcado por presença em todas as comarcas e conquista do selo Diamante em transparência pública
Somente em 2024, a DPEMT realizou mais de 540 mil atendimentos e 49 mil audiências.
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) comemorou em 2024 seus 25 anos de existência se firmando como um pilar essencial na proteção dos direitos dos cidadãos, especialmente dos mais vulneráveis. Nos seus primeiros anos, a instituição enfrentou diversos desafios e lutou pela valorização da carreira, melhorias na infraestrutura e pelo aumento no número de defensores e defensoras públicos e de servidores e servidoras. A expansão do atendimento aos municípios do interior do estado também foi uma prioridade desde o nascimento da DPEMT.
O sonho de levar a Defensoria Pública para todas as comarcas de Mato Grosso foi alcançado ainda no início de 2024, sendo um dos avanços mais notáveis desses 25 anos, garantindo que o acesso à justiça se tornasse uma realidade para todos, independentemente da localização geográfica. Com essa expansão, foi possível atender um número de pessoas que, de outra forma, poderiam ficar desamparadas frente aos desafios legais e sociais que enfrentam. Só em 2024, a DPEMT realizou mais de 540 mil atendimentos e 49 mil audiências.
Juntamente com o atendimento nos núcleos, a Defensoria realizou 23 mutirões nos últimos dois anos e participou de outros 60 no mesmo período, levando orientação jurídica e assistência na resolução de conflitos para as comunidades mais distantes.
Dentre os mutirões, destaca-se o Mutirão Meu Pai Tem Nome, realizado nacionalmente por iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que gerou mais de 350 atendimentos e cerca de 200 exames de DNA gratuitos nos anos de 2023 e 2024 em Mato Grosso.
Além da expansão territorial, outro aspecto importante a ser destacado foi a posse de novos defensores e servidores efetivos. Foram 20 defensores empossados em 2023 e mais 15 em 2024 e um total de 26 servidores efetivos empossados no biênio. A chegada desses profissionais representou um fortalecimento da equipe, possibilitando um atendimento mais eficiente. “Sonhamos em ter a Defensoria Pública instalada em todas as comarcas. Sonhamos em levar a justiça, a cidadania e a dignidade a essa população que sofre diariamente e que precisa de alguém que lhe ouça e que lhe dê voz”, disse a defensora pública-geral, Luziane Castro.
A Gestão ainda foi reconhecida ainda pela transparência e controle social, tendo recebido, em 2024, o Selo Diamante de qualidade em Transparência pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que apontou que o Portal da Transparência da DPEMT tem índice de 97,48% de transparência, o maior índice entre os poderes. “Esse prêmio sela o nosso objetivo principal: nós atendemos diariamente muitas pessoas pobres e necessitadas. No estado de Mato Grosso, ao longo de 2024, já batemos quase 512 mil atendimentos. É muita coisa. É muita gente que bate à nossa porta diariamente. E dizer que atendemos essas pessoas e ainda cumprimos com esses requisitos essenciais, que é ser transparente e empregar esse dinheiro que vem para a Defensoria Pública da maneira correta nos deixa muito felizes e mostra para a sociedade que estamos no caminho certo”, disse Luziane.
Em 2024, três práticas da DPEMT foram reconhecidas pelo Conselho Nacional de Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas do Brasil (CNODP) como contribuições relevantes à luta antirracista. Por isso, a instituição recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Esperança Garcia, criado em 2021 para fortalecer o combate ao preconceito racial. “Nosso objetivo é seguir firme nesse propósito e continuar criando novas práticas para que a gente não tenha mais situações de discriminação racial no nosso estado”, celebrou a defensora pública-geral, Luziane Castro.
Outro prêmio conquistado neste ano foi o Prêmio de Inovação Judiciário Exponencial (J.Ex.), na categoria Liderança Exponencial, que tem como objetivo reconhecer e incentivar as iniciativas e projetos inovadores nos âmbitos tecnológicos, de gestão e de novas metodologias aplicados ao ecossistema de Justiça. “Sem sombra de dúvidas, a gente fica muito feliz de ter sido reconhecido, mas coloco como reconhecimento desse trabalho desenvolvido em especial todo o trabalho desenvolvido pelos servidores e membros da Defensoria que têm abraçado todas as causas que a gente tem no tocante à inovação e sistemas tecnológicos”, disse Luziane. Entre as inovações tecnológicas de 2024 destaca-se o aplicativo “Defensoria Pública MT Cidadão”. Desenvolvido pela Diretoria de Governança e Desenvolvimento Institucional, este aplicativo foi criado com o propósito de facilitar o acesso dos assistidos aos serviços oferecidos pela Defensoria Pública. “É um compromisso da nossa gestão, desde que assumimos, tornar a acessibilidade real para o cidadão. Sem dúvida com esse aplicativo estamos dando um passo significativo nessa facilidade de acesso”, disse a defensora pública-geral.
Para comemorar os 25 anos da Defensoria, comemorado em 2024, foi lançado o livro “Histórias, Memórias e Sangue Verde”, com contos literários produzidos a partir do relato de defensores públicos sobre casos reais atendidos pelo órgão. O livro está disponível no hotsite dos 25 anos da DPEMT.
Os resultados obtidos neste ano demonstram não apenas o compromisso com a promoção dos direitos humanos e a justiça social, mas também a eficácia das iniciativas implementadas para atender à população mais vulnerável. A ampliação do acesso à justiça, a promoção de ações de orientação jurídica e a atuação proativa em causas coletivas refletem a importância desse órgão na construção de uma sociedade mais equitativa.
Apesar dos desafios enfrentados, os avanços observados nas métricas de atendimento evidenciam a relevância da Defensoria Pública como um pilar fundamental do sistema judiciário. “Olhando para trás, recordamos com carinho os
momentos que nos desafiaram, os obstáculos que superamos e as lições que aprendemos. Entender a importância da nossa instituição, saber que todos os recursos a nós destinados têm um único fim, reverter em atendimento de qualidade para a população do estado foi fundamental nos avanços dos últimos anos”, completou Luziane.
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