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Variante Ômicron: moradora de VG é colocada em isolamento ao retornar da África do Sul

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Uma mulher que teve a identidade preservada, está sendo mantida em quarentena obrigatória após desembarcar no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, nessa segunda-feira (29.11), de um voo que saiu de Joanesburgo, na África do Sul.

A reportagem do site VGN conversou com o secretário de Saúde do município, Gonçalo Barros, que contou que o município recebeu a notificação da Vigilância Sanitária do Estado, e ontem (30.11), mesmo tomaram as providências para que a moradora fique com a família com quem teve contato em isolamento social.

Segundo ele, a Vigilância Sanitária do município já esteve na residência da mulher, e o protocolo de biossegurança já foi passado. Na residência, os agentes da Vigilância conversaram com uma parente da mulher, que disse que ela não estava em casa no momento e teria saído com os filhos.

A pessoa contou ainda, que a mulher havia recebido uma mensagem de um profissional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no celular, orientando acerca da necessidade da quarentena obrigatória de 14 dias quando chegasse ao destino.

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A equipe da Vigilância Sanitária entrou em contato com a passageira e reforçou a necessidade de quarentena, afirmando que a situação dela seria informada às autoridades sanitárias.

Moradora de Joanesburgo, ela veio para o Brasil para buscar os filhos. A mulher disse que estaria de passagem rápida e que não conseguiria realizar a quarentena de 14 dias para retornar.

A jovem apresentou resistência e disse que não havia sido informada formalmente sobre o isolamento.

Nessa terça-feira (30), o Instituto Adolfo Lutz confirmou dois resultados positivos para a variante do coronavírus no país em dois passageiros vindos da África do Sul foi feito pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
E, nesta quarta-feira (1º), a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirmou o terceiro caso em um passageiro da Etiópia que desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande SP, no último sábado (27).

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul. De acordo com OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes. O primeiro caso confirmado da ômicron foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021 no país.

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FONTE/ REPOST: GISLAINE MORAIS – VGN

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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