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Vítimas de chacina tinham ligações com facção em MT; veja os nomes

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As vítimas da chacina registrada na noite desta quinta-feira (16) no bairro Jardim Paulista II, no município e Sinop (489 km de Cuiabá), tinham envolvimento com facções criminosas. Na ocasião, quatro homens foram executados a tiros. As vítimas foram identificadas como Laurielson França Souza, 30 anos, Rubenilson de Jesus Silva Monteiro, 38 anos, Emerson Renaio Ribeiro Pereira, 22 anos, e Bruno Beche Garcia Sousa, 23 anos.

Todos as vítimas tinham passagens criminais e são suspeitas de integrarem facção criminosa. Um suposto acerto de contas é uma das principais suspeitas de ter motivado a chacina. 

Além das vítimas fatais, dentro da residência havia outras seis pessoas, sendo 2 mulheres, 1 criança, 3 homens. Segundo informação da Polícia Militar, quatro suspeitos portando armas de fogo invadiram a residência, reconheceram as vítimas por meio de fotos, separaram todos em um cômodo, pediram para ajoelhar e efetuaram os disparos.

Conforme relato de testemunhas, dois dos suspeitos chegaram em uma moto preta, entrando pela frente, e os outros dois pelos fundos.

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A equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e constatou as mortes das vítimas. As equipes da Polícia Civil e a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), também foram acionadas para dar andamento à ocorrência. O caso está sendo investigado. 

FONTE/ REPOST: LETICIA KATHUCIA – FOLHA MAX 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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