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A solução italiana: um caminho para a pacificação do STF

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A estabilidade de uma democracia depende intrinsecamente da confiança que a sociedade deposita em suas instituições guardiãs, cenário que hoje passa por profundas reflexões no Brasil quanto ao papel e à percepção do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse fenômeno de debate sobre sua legitimidade não decorre necessariamente da qualidade técnica das decisões, mas sim de um desenho institucional que atrai a escolha de seus membros para a arena política e centraliza prerrogativas extraordinários nas mãos de magistrados individuais. Ao concentrar no Presidente da República o monopólio da indicação, respaldado por uma sabatina senatorial que muitas vezes prioriza a conveniência partidária em detrimento do rigor técnico, o sistema brasileiro acabou por posicionar a corte no centro das principais disputas ideológicas do país.

Para superar esse impasse e aprimorar a governança por meio de critérios objetivos, o Brasil deve se espelhar em experiências internacionais consolidadas, encontrando na Corte Costituzionale, da Itália, um modelo exemplar de equilíbrio e maturidade democrática. A engenharia do sistema italiano repousa na sua composição tripartite e rigorosamente dividida, em que os seus quinze juízes são escolhidos por três fontes distintas de poder: um terço é nomeado pelo Presidente da República, que atua como um chefe de Estado neutro e moderador; um terço é eleito pelo Parlamento em sessão conjunta mediante exigência de maiorias qualificadas severas; e o terço final é eleito diretamente pelas próprias magistraturas superiores ordinárias e administrativas do país.

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A importação dessa divisão de competências para a realidade brasileira modificaria de forma cirúrgica as dinâmicas de preenchimento das vagas no STF, a começar pelo fim do monopólio do Poder Executivo sobre a formação da corte. Ao diluir a influência política e transferir uma parcela substancial das indicações para o próprio Judiciário de carreira e para um consenso pluripartidário dentro do Legislativo, neutraliza-se a visão reducionista de que os ministros atuam vinculados aos interesses de governos específicos ou contra vertentes da oposição. Essa desconcentração de forças é o primeiro e mais urgente passo para resgatar o manto de neutralidade e a blindagem técnica de que o tribunal necessita para exercer com autoridade a sua função de árbitro da Constituição.

Outro pilar fundamental do modelo italiano aplicável ao cenário nacional é a instituição de mandatos fixos e improrrogáveis de nove anos, em substituição ao atual modelo vitalício que permite a permanência de um magistrado por até quase três décadas na corte. A introdução de um ciclo de renovação temporal obrigatório e a impossibilidade de recondução oxigenam a interpretação constitucional de acordo com as transformações geracionais da sociedade, além de enfraquecer o personalismo e o império das decisões monocráticas. Um tribunal com rotatividade programada tende, naturalmente, a ser mais autocontido, valorizando o espírito colegiado e respeitando com maior rigor as prerrogativas e as leis votadas pelo Congresso Nacional.

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A reforma do método de escolha e do tempo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal não deve ser encarada como uma retaliação política, mas sim como uma urgente e necessária atualização civilizatória das nossas instituições. Uma Proposta de Emenda à Constituição baseada na partilha tripartite e nos mandatos a termo é o caminho jurídico legítimo para pacificar o debate público e restabelecer a harmonia entre os poderes da República. Somente quando a sociedade brasileira voltar a enxergar na sua mais alta corte um tribunal essencialmente de leis, e não de vontades particulares de homens, é que reencontraremos a estabilidade democrática e a paz institucional.

Euclides Ribeiro Advogado, especialista em Recuperação Judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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Quando uma cidade acredita nos sonhos de quem chega

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Por : Lucas Lopes

Toda história de sucesso começa com uma escolha. Antes de uma empresa existir, antes de uma marca conquistar espaço e antes de uma trajetória ganhar reconhecimento, existe um sonho. O sonho de construir um futuro melhor. O sonho de oferecer oportunidades para uma família. O sonho de transformar trabalho, dedicação e confiança em algo que possa atravessar gerações.
Foi assim que nasceu a história da Stilo Auto Peças. Ao sair de Rondônia e escolher Cuiabá como o lugar para construir uma nova caminhada, a família Stilo trouxe na bagagem muito mais do que planos de empreender. Trouxe esperança, coragem e a certeza de que, com trabalho e compromisso, seria possível construir uma história.
Ao longo dos anos, Cuiabá deixou de ser apenas o lugar escolhido para viver e se tornou parte da nossa identidade. Foi nesta cidade que encontramos clientes que confiaram no nosso trabalho, parceiros que caminharam ao nosso lado, fornecedores que ajudaram no crescimento da empresa e colaboradores que dedicaram parte das suas vidas para construir essa trajetória. A cada pessoa que fez parte dessa caminhada, fica a nossa gratidão.
A história da Stilo Auto Peças também representa a história de muitas empresas familiares que ajudaram a transformar Mato Grosso em uma das economias mais fortes e promissoras do Brasil. O desenvolvimento do Estado tem sido impulsionado pela força do empreendedorismo, pelo crescimento do comércio e dos serviços e pela capacidade de pessoas que acreditam nas oportunidades que a região oferece.

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Mato Grosso tem se destacado nacionalmente pelo avanço econômico, pela geração de negócios e pelo ambiente favorável para investimentos. Esse crescimento é resultado não apenas dos grandes empreendimentos, mas também das milhares de empresas que todos os dias movimentam a economia, geram empregos e fortalecem suas comunidades. Cuiabá ocupa um papel fundamental nesse cenário. A capital é um centro de oportunidades, de conexões e de histórias construídas por pessoas que escolheram acreditar no potencial da cidade.
A Stilo Auto Peças é uma dessas histórias. Uma empresa que cresceu junto com seus clientes, que aprendeu com cada desafio e que entende que nenhum crescimento acontece sozinho. Por isso, este novo momento representa muito mais do que uma nova estrutura. Representa o reconhecimento de uma caminhada construída por muitas mãos.

A reinauguração da Stilo Auto Peças é uma celebração do passado, uma homenagem a todos que fizeram parte da nossa história e um olhar para o futuro. Seguimos com o mesmo propósito que nos trouxe até aqui: trabalhar com dedicação, valorizar relações verdadeiras e continuar fazendo parte do desenvolvimento da cidade que nos acolheu.
Obrigado, Cuiabá. Obrigado a cada cliente, parceiro, colaborador e amigo que acreditou na nossa história. Porque grandes sonhos não são construídos sozinhos. Eles crescem quando encontram pessoas e lugares dispostos a caminhar juntos.

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Lucas Lopes, empresário e gestor na Stilo Auto Peças

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