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Hospitais privados impulsionam o desenvolvimento da saúde e fortalecem o atendimento à população

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Celebrar o Dia do Hospital é reconhecer instituições que estão entre os principais pilares da assistência à saúde no Brasil. Mais do que espaços destinados ao tratamento de doenças, os hospitais são centros de inovação, formação profissional, desenvolvimento tecnológico e promoção da vida. E, nesse contexto, os hospitais privados desempenham um papel indispensável para garantir que milhões de brasileiros tenham acesso a um atendimento de qualidade.

Ao longo das últimas décadas, a saúde suplementar e a rede hospitalar privada consolidaram-se como parceiras estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Embora o SUS seja universal e essencial para a população brasileira, sua capacidade de resposta depende, em grande medida, da atuação complementar dos hospitais privados e filantrópicos, que disponibilizam estrutura, leitos, equipes especializadas e tecnologia para ampliar a assistência em todo o país.

Essa parceria tornou-se ainda mais evidente diante do aumento da demanda por serviços de saúde, provocado pelo envelhecimento da população, pelo crescimento das doenças crônicas e pela necessidade de tratamentos cada vez mais complexos. Em diversas regiões do Brasil, os hospitais privados representam uma parcela significativa da oferta de leitos, procedimentos especializados e serviços de alta complexidade, contribuindo diretamente para reduzir o impacto sobre a rede pública e ampliar o acesso da população ao atendimento.

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Mas a contribuição do setor vai muito além da assistência.

Os hospitais privados figuram entre os maiores empregadores da economia brasileira. São milhares de médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, farmacêuticos, biomédicos, administradores, profissionais de tecnologia, manutenção, hotelaria e diversas outras áreas que encontram nessas instituições oportunidades de trabalho, qualificação permanente e desenvolvimento profissional. Cada hospital movimenta uma extensa cadeia produtiva, gerando renda, fortalecendo empresas fornecedoras e impulsionando o desenvolvimento econômico dos municípios onde está inserido.

O setor também é protagonista na incorporação de novas tecnologias. Grande parte dos investimentos realizados no país em equipamentos de diagnóstico por imagem, cirurgia robótica, inteligência artificial, medicina de precisão, telemedicina, prontuário eletrônico e protocolos avançados de segurança do paciente nasce dentro dos hospitais privados.

Outro aspecto que merece destaque é a busca permanente pela excelência. Hospitais privados brasileiros têm conquistado certificações nacionais e internacionais de qualidade, adotando modelos modernos de gestão, indicadores assistenciais, programas de segurança do paciente e protocolos clínicos baseados em evidências. Esse compromisso permanente com a melhoria contínua resulta em maior eficiência, melhores desfechos clínicos e uma experiência mais segura para pacientes e familiares.

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Valorizar os hospitais privados, portanto, significa reconhecer que um sistema de saúde eficiente depende da atuação integrada de todos os seus componentes. Quando hospitais públicos, privados e filantrópicos trabalham de forma complementar, quem ganha é a população, que passa a contar com uma rede mais ampla, moderna, resolutiva e preparada para atender às necessidades de saúde do presente e do futuro.

Por isso, fortalecer os hospitais privados é fortalecer toda a saúde brasileira. É reconhecer que o desenvolvimento do setor representa mais acesso, mais inovação, mais eficiência e melhores condições de atendimento para toda a sociedade.

Altino José de Souza é médico e presidente do Sindessmat

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A solução italiana: um caminho para a pacificação do STF

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A estabilidade de uma democracia depende intrinsecamente da confiança que a sociedade deposita em suas instituições guardiãs, cenário que hoje passa por profundas reflexões no Brasil quanto ao papel e à percepção do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse fenômeno de debate sobre sua legitimidade não decorre necessariamente da qualidade técnica das decisões, mas sim de um desenho institucional que atrai a escolha de seus membros para a arena política e centraliza prerrogativas extraordinários nas mãos de magistrados individuais. Ao concentrar no Presidente da República o monopólio da indicação, respaldado por uma sabatina senatorial que muitas vezes prioriza a conveniência partidária em detrimento do rigor técnico, o sistema brasileiro acabou por posicionar a corte no centro das principais disputas ideológicas do país.

Para superar esse impasse e aprimorar a governança por meio de critérios objetivos, o Brasil deve se espelhar em experiências internacionais consolidadas, encontrando na Corte Costituzionale, da Itália, um modelo exemplar de equilíbrio e maturidade democrática. A engenharia do sistema italiano repousa na sua composição tripartite e rigorosamente dividida, em que os seus quinze juízes são escolhidos por três fontes distintas de poder: um terço é nomeado pelo Presidente da República, que atua como um chefe de Estado neutro e moderador; um terço é eleito pelo Parlamento em sessão conjunta mediante exigência de maiorias qualificadas severas; e o terço final é eleito diretamente pelas próprias magistraturas superiores ordinárias e administrativas do país.

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A importação dessa divisão de competências para a realidade brasileira modificaria de forma cirúrgica as dinâmicas de preenchimento das vagas no STF, a começar pelo fim do monopólio do Poder Executivo sobre a formação da corte. Ao diluir a influência política e transferir uma parcela substancial das indicações para o próprio Judiciário de carreira e para um consenso pluripartidário dentro do Legislativo, neutraliza-se a visão reducionista de que os ministros atuam vinculados aos interesses de governos específicos ou contra vertentes da oposição. Essa desconcentração de forças é o primeiro e mais urgente passo para resgatar o manto de neutralidade e a blindagem técnica de que o tribunal necessita para exercer com autoridade a sua função de árbitro da Constituição.

Outro pilar fundamental do modelo italiano aplicável ao cenário nacional é a instituição de mandatos fixos e improrrogáveis de nove anos, em substituição ao atual modelo vitalício que permite a permanência de um magistrado por até quase três décadas na corte. A introdução de um ciclo de renovação temporal obrigatório e a impossibilidade de recondução oxigenam a interpretação constitucional de acordo com as transformações geracionais da sociedade, além de enfraquecer o personalismo e o império das decisões monocráticas. Um tribunal com rotatividade programada tende, naturalmente, a ser mais autocontido, valorizando o espírito colegiado e respeitando com maior rigor as prerrogativas e as leis votadas pelo Congresso Nacional.

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A reforma do método de escolha e do tempo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal não deve ser encarada como uma retaliação política, mas sim como uma urgente e necessária atualização civilizatória das nossas instituições. Uma Proposta de Emenda à Constituição baseada na partilha tripartite e nos mandatos a termo é o caminho jurídico legítimo para pacificar o debate público e restabelecer a harmonia entre os poderes da República. Somente quando a sociedade brasileira voltar a enxergar na sua mais alta corte um tribunal essencialmente de leis, e não de vontades particulares de homens, é que reencontraremos a estabilidade democrática e a paz institucional.

Euclides Ribeiro Advogado, especialista em Recuperação Judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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