MATO GROSSO
Tampinha fundou dois hospitais, auxiliou mais de 5 mil partos e morreu com o sonho de voltar a ser secretário de Saúde
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Uma vida inteira ligada a Saúde. Assim foi a trajetória do médico, empresário e ex-deputado federal Tampinha, falecido na tarde de quinta-feira (20). O último adeus a José Augusto Curvo, seu nome verdadeiro, foi dado na tarde desta sexta-feira (21), na capela Jardins em Cuiabá.
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Parentes e amigos contaram à reportagem do Olhar Direto detalhes de uma trajetória que ficou marcada pela dedicação ao setor da Saúde em Mato Grosso. Tampinha foi responsável pela fundação do Hospital Jardim Cuiabá e o Hospital do Câncer.
Além disso, o médico realizou mais de 5 mil partos quando atuava na área. Seu trabalho como profissional da saúde fez com que ganhasse visibilidade entre os mais necessitados, o que o levou a uma ascensão política rápida e incontestável.
Tampinha foi secretário de Saúde em Mato Grosso no período entre 1986 e 1987, durante o governo de Wilmar Peres de Farias, que assumiu o Palácio Paiaguás no lugar de Júlio. Na época, o estado enfrentava diversos problemas no setor.
“Tampinha era uma dessas pessoas de coração muito aberto, ele realizava partos e pouco se importava com a condição financeira de suas pacientes, se a pessoa tinha dinheiro pagava, se não tinha ele fazia de graça, era um sujeito muito caridoso”, contou Júlio Campos (DEM), que esteve presente no funeral do ex-correligionário.
Em 1988 Tampinha foi eleito vereador em Cuiabá. Com pouco mais de dois anos de mandato aproveitou a visibilidade que tinha adquirido para se candidatar a deputado federal, uma decisão arrojada e incomum na época. “Todos diziam: não faça isso, seja deputado estadual primeiro ou termina seu mandato, não dê um passo maior que a perna, mas no final ele acabou conseguindo ser eleito”, conta Campos.
Tampinha foi eleito em 1990, junto com um amigo seu de adolescência: Fernando Collor de Mello. O parlamentar fez parte da mesma turma de Collor no Colégio São José, no Rio de Janeiro. A unidade escolar era um liceu frequentado pela “nata” brasileira e Tampinha se incluía nesse grupo, pois provinha de famílias tradicionais de Mato Grosso.
“Tampinha e Collor eram colegas de turma, andavam juntos e eram muito próximos, ele foi candidato federal na mesma época do seu ex-colega, uma coincidência interessante”, conta Robério Garcia, empresário e amigo de infância de José Augusto Curvo. Curioso é que, anos depois, Tampinha votaria pelo impeachment do ex-colega. “Mas ali, naquela situação, não tinha como não votar a favor”, explica Robério.
O deputado federal José Medeiros (Podemos) recorda-se que a esperança de Tampinha era de retornar ao cargo no qual mais amou atuar. “Tampinha era uma pessoa muito correta e acreditava muito no que contavam para ele, sempre tratava como certas as promessas de gestores de que ele seria nomeado como secretário de saúde nos finais de mandato, o que nunca aconteceu”, conta o parlamentar federal.
FONTE/ REPOST: LÁZARO THOR – OLHAR DIRETO
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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0