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Empaer orienta produtores sobre cuidados com rede de energia elétrica

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistências e Extensão (Empaer) alerta produtores, agricultores e pecuaristas sobre os cuidados com as redes de energia elétrica. Propriedades onde haja linhões de alta tensão devem ter atenção redobrada.

Os períodos mais críticos para a ocorrência de acidentes são a colheita, a preparação do solo e os períodos de chuvas – durante o manuseio de máquinas de médio e grande porte. Nessas épocas, o produtor precisa fazer o planejamento das atividades para evitar acidentes e preservar vidas.

Desde 2021, quatro pessoas morreram em acidentes fatais relacionado à atividade agrícola. O último ocorreu na semana passada, no município de Querência (945 km a nordeste de Cuiabá), que resultou na morte de um jovem de 21 anos que sofreu uma descarga elétrica durante o manuseio de um maquinário.

O coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, Fabrício Ramos, ressalta a preocupação com a gravidade dos acidentes, por isso orienta os produtores e demais trabalhadores do campo quanto às ações preventivas, considerando as recomendações da empresa de distribuição de energia elétrica.

“Todo cuidado e atenção são fundamentais durante as execuções dos trabalhos. Evitar acidente é preservar a saúde e a vida do trabalhador do campo”.

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O técnico em segurança do trabalho da Energisa, Alex Carvalho de Oliveira, também destaca que é muito importante o operador de máquinas, antes de iniciar suas atividades, projete o trabalho mapeando muito bem os trechos com rede elétrica. “Há uma preocupação muito grande, por exemplo, com máquinas que usam GPS como referência para se guiar, porque pode ocorrer de atingir estruturas, como torres e postes de redes elétricas”.

Segundo ele, outro ponto de atenção é fazer o içamento de cargas próximo do sistema elétrico. “Se o trabalho for mal calculado, pode atingir um condutor energizado, devido ao risco, o acidente pode ser fatal”, conclui Alex.

Dez dicas de segurança:

1 – Planejar os trabalhos observando a distância de segurança (altura e largura) em que a máquina ou o equipamento manterão da rede elétrica;

2 – Caso os fios da rede estejam próximos, não se aproxime ou toque neles;

3 – Ao manusear as máquinas agrícolas, desvie dos estais (cabos de aço que prendem os postes ao chão);

4 – Mantenha distância mínima de 5 metros de qualquer estrutura elétrica ao manobrar veículos ou equipamentos, carga e descarga de caminhões;

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5 – Caso o veículo venha a encostar na rede elétrica, o motorista jamais deve tentar sair do maquinário. Neste caso, deve-se chamar imediatamente a distribuidora, que desligará o fornecimento antes de resgatar o condutor;

6 – Nunca estacione máquinas agrícolas debaixo da rede elétrica;

7 – Cuidado para não tocar na rede elétrica quando subir em uma árvore para colher frutas ou para realizar uma poda;

8 – Tenha cuidado com os equipamentos de irrigação. Não deixe o jato de água dos irrigadores atingir os fios elétricos;

9 – Nunca se aproximar ou tocar em cabos elétricos caídos no chão. Se encontrar um fio elétrico caído, o mais adequado é sinalizar a área para que ninguém se aproxime e avisar imediatamente a distribuidora de energia;

10 – Não faça queimadas perto das linhas de transmissão ou de distribuição. Além de colocar em risco a vida da população, essa prática pode danificar as estruturas do sistema elétrico, causando a queda dos postes e torres, provocando curtos-circuitos, o rompimento de cabos e interrompendo o fornecimento de energia para regiões ou até cidades inteiras.

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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