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Presidente da Fifa diz que Copa bienal pode evitar mortes de migrantes

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse nesta quarta-feira (26) que o aumento de receitas com uma eventual Copa do Mundo bienal poderia criar oportunidades para africanos, evitando muitos deles de migrar para a Europa e encontrar “a morte no mar” ao cruzar o Mediterrâneo.

A ideia de uma Copa do Mundo a cada dois anos tem ganhado força com Infantino tentando angariar apoio das federações nacionais, dizendo que a mudança iria criar receitas adicionais de US$ 4,4 bilhões (aproximadamente R$ 24 bilhões) para a entidade.

A Fifa disse que as verbas adicionais podem ajudar a reduzir a diferença de receitas entre mercados mais e menos desenvolvidos do futebol.

Em um pronunciamento ao Conselho da Europa, principal organização do continente para defesa dos direitos humanos, Infantino ressaltou a importância de tornar o futebol mais inclusivo para os países de fora da Europa.

“O tópico não tem a ver com se queremos ou não uma Copa do Mundo a cada dois anos, mas com o que queremos para o futuro do futebol”, disse Infantino. “Se pensarmos sobre o resto do mundo e a vasta maioria da Europa, então temos que pensar sobre o que futebol traz. O futebol é oportunidade, esperança, tem a ver com as seleções nacionais. Não podemos dizer ao resto do mundo ‘me dê o seu dinheiro’, mas nos assista na TV. Precisamos incluí-los”, disse o presidente da Fifa. “Precisamos encontrar maneiras de incluir o mundo inteiro e dar esperança aos africanos para que eles não atravessem o Mediterrâneo querendo uma vida melhor, mas provavelmente, acabando por encontrar a morte no mar”.

Infantino admitiu depois que a Copa do Mundo bienal pode não ser a resposta à crise migratória.

“Precisamos dar oportunidades, e dignidade”, disse. “Não por caridade, mas permitindo que o resto do mundo participe. Talvez a Copa do Mundo a cada dois anos não seja a resposta”.

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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