MATO GROSSO
Membros do CV acusados de sequestrar e executar rival do PCC em ‘salve’ são mortos em confronto com a Força Tática
MATO GROSSO
Mateus Felipe Alencar dos Anjos, 17 anos e Victor Sares Reslande, 16, morreram na tarde da última quinta-feira (10), após atirarem contra policiais militares da Força Tática, em Nova Nazaré (a 682 km de Cuiabá). Os dois menores seriam integrantes do Comando Vermelho (CV) e seriam responsáveis por torturar e executar uma vítima durante um ‘salve’ [sessões de espancamento].
A Força Tática seguiu até o município, para abordar uma residência onde se encontravam duas pessoas ligadas ao Comando Vermelho, que teriam sequestrado e matado uma pessoa, apontada como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival.
Quando a equipe chegou, foi recebida por disparos de arma de fogo, sendo necessário revidar. Os dois criminosos foram atingidos e socorridos de imediato ao pronto-socorro municipal. Porém, morreram ao dar entrada na unidade.
Mateus é natural de Rondonópolis e Victor de Água Boa. Foram apreendidas duas armas, que estavam de posse dos suspeitos.
Os bandidos ainda são suspeitos de participarem de um roubo a um taxista em Água Boa na noite de quarta-feira (09) e de um homicídio em Cocalinho na semana passada (03).
FONTE/ REPOST: WESLEY SANTIAGO- OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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