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Terreiro de candomblé é primeiro bem tombado pelo Inepac este ano

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O terreiro de candomblé Egbe Ile Iya Omidaye Asé Obalayo, situado no bairro de Sacramento, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, pertencente aos povos tradicionais de matrizes africanas, é o primeiro patrimônio tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) neste ano e o terceiro desde 2016. O anúncio foi feito hoje (11) pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O local é considerado de grande relevância cultural e social para os municípios do leste da região metropolitana do estado.

Liderado por Mãe Márcia de Oxum há cerca de 27 anos, o terreiro está em funcionamento há mais de 50 anos e acolhe centenas de pessoas por mês em termos psicológicos, religiosos e sociais. Durante os encontros ali realizados, o espaço ainda aborda temas atuais, entre os quais direitos humanos, direito da mulher e igualdade social e racial. O terreiro fica localizado na Rua Dalmir da Silva, lote 8.

Mãe Márcia avaliou que, como centro de referência para muitos terreiros de São Gonçalo e dos municípios vizinhos, o fato de o terreiro ser o primeiro patrimônio tombado pelo Inepac em 2022 constitui um marco e uma celebração para toda a comunidade candomblecista. “É a certeza que contamos com o governo para nos ajudar em qualquer eventualidade e dividir conosco essa responsabilidade de proteção do patrimônio”, destacou.

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Comprometimento

De acordo com a diretora do Inepac, Ana Cristina Carvalho, a comunidade Egbe Ile Iya Omidaye Asé Obalayo se mostrou comprometida com a preservação das edificações, árvores e objetos que fazem parte do espaço tombado, que agora é patrimônio cultural fluminense.

Explicou que “quando o proprietário ou possuidor do bem tombado anseia pelo tombamento e se compromete com a sua preservação e conservação, como no caso do terreiro de candomblé Egbe Ile Iya Omidaye Asé Obalayo, a proteção legal conferida ao patrimônio pelo ato de tombamento fica, sem sombra de dúvida, muito mais fortalecida”.

O Egbe Ile Iya Omidaye Asé Obalayo é o terceiro terreiro tombado pelo Inepac, somando-se assim ao Ilê Axé Opô Afonjá, localizado em São João de Meriti e tombado em 2016, e ao Manso Bantuqueno Ngomessa Kat’espero Gomeia da Nação Kongo/Angola – o Terreiro da Gomeia, localizado em Duque de Caxias e tombado em 2021. Esses dois terreiros estão localizados na região da Baixada Fluminense.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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