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Carnaval 2026 aquece economia em Mato Grosso e reforça apelo entre jovens

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Contagem regressiva para o Carnaval (que, em 2026, será comemorado em 17 de fevereiro) eleva as expectativas de consumidores e empreendedores em todo o estado, conforme aponta pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT). Segundo os dados, o ticket médio de gastos por consumidor está estimado em R$ 919. O levantamento destaca que a celebração possui um apelo especial entre o público jovem e adultos em idade ativa, com as faixas etárias de 26 a 34 anos (30%) e 35 a 44 anos (27%) liderando a intenção de participação.

Em relação aos hábitos de consumo, a alimentação e as bebidas lideram as intenções de gastos e foram apontadas por 73% dos foliões como o item principal e por 57% como a categoria receberá o maior volume de orçamento. Logo em seguida, os serviços de personalização, que incluem a compra de fantasias e acessórios, aparecem com 40% de preferência, acompanhados pelo setor de transporte, com 30%.

Conforme o gerente da Agência Sebrae Cuiabá, Júlio Prior, o Carnaval de 2026 projeta um cenário de grandes oportunidades para os micro e pequenos empresários de Mato Grosso. “Com um ticket médio próximo de R$ 1 mil, vemos um potencial econômico capaz de impactar os setores de serviços e comércio local. É o momento ideal para o setor de hotelaria se preparar para o fluxo regional, para os pequenos ateliês e lojas de acessórios lucrarem com a busca por fantasias e personalização e para os estabelecimentos de alimentação oferecerem diferenciais que conquistem esse folião disposto a gastar”.

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Sobre o estilo das comemorações, a pesquisa indica preferência por eventos que equilibram custo e lazer. As festas privadas registraram salto significativo na intenção de participação, passando de 15% no ano anterior para 25% em 2026. Já os eventos gratuitos continuam no topo da lista, com 27% de preferência entre os foliões, enquanto as reuniões em família e os blocos de rua mantêm sua relevância.

A escolha pelo tipo de festa varia diretamente conforme o poder aquisitivo dos consumidores. Enquanto o público com renda de até cinco salários mínimos demonstra maior disposição para participar de eventos gratuitos e blocos de rua, os estratos de maior renda – especialmente aqueles que recebem acima de 15 salários mínimos – revelam desinteresse mais acentuado pela folia tradicional, com 72% afirmando que não pretendem participar.

Embora a intenção geral de viajar tenha caído (de 26% em 2025 para 13% em 2026), o turismo regional ainda deve ser impulsionado por destinos específicos. Entre as cidades mato-grossenses que devem receber um fluxo considerável de turistas e foliões, destaca-se Chapada dos Guimarães e Lucas do Rio Verde, citados como os destinos locais mais lembrados por quem planeja se deslocar durante o feriado.

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Sobre a Pesquisa

A pesquisa “Intenção de Consumo para o Carnaval em Mato Grosso” foi realizada pela Gerência de Inteligência Estratégica do Sebrae Mato Grosso, com 750 entrevistas telefônicas realizadas entre 03 e 21 de novembro de 2025. O levantamento abrangeu residentes maiores de 18 anos em todo o estado e utilizou metodologia quantitativa com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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